Atividades biológicas da rutina

10 de janeiro de 2012 por Joana Lucyk Deixe um comentário »

O papel da alimentação no equilíbrio metabólico e na manutenção da saúde é inquestionável: dietas contendo compostos antioxidantes podem inibir o aparecimento de inúmeras doenças e, dentre estas substâncias se destaca o flavonóide rutina (quercetina-3-ramnosilglicosídeo), também conhecida como vitamina P.

A rutina, que é encontrada na arruda (Ruta graveolens – daí a origem de seu nome), está presente também em alimentos como amora, aspargos, maçã, laranja, limão e oxicoco (cranberry).

Sua ação antioxidante se deve a capacidade de supressão do estresse oxidativo em três circunstâncias: na formação do íon superóxido; na geração de radicais hidroxila provenientes da reação de Fenton e; na formação de peróxidos lipídicos. Dadas essas ações, efeitos benéficos deste flavonóide foram vistos em diversas situações, sendo que a proteção da saúde vascular é a mais ressaltada: a rutina é importante coadjuvante no tratamento de hemorróidas, microangiopatias e varizes.

A rutina age favoravelmente na redução da agregação plaquetária e, portanto, possui também atividade anti-inflamatória. Na sua presença, a atividade da enzima antioxidante glutationa peroxidase é intensificada, o que favorece efeito adicional – gastroprotetor.

Efeitos positivos deste fitoquímico já foram observados no controle do estresse oxidativo decorrente da enzima óxido nítrico sintetase indutível (iNOS), produzida pelos macrófagos, implicando num melhor controle da pressão arterial.

Rutina também possui ação positiva sobre a diminuição do estresse oxidativo imposto pelos metais de transição, ferro e cobre, como conseqüência da sua ação na reação de Fenton.  Ações benéficas foram observadas quando em associação a N-acetil S-cisteína em pacientes com síndrome da angústia respiratória do adulto, por diminuir a peroxidação lipídica no epitélio pulmonar.

Seus efeitos são potencializados quando associada ao alfatocoferol e ao ácido ascórbico. Em se tratando da saúde vascular, a suplementação de hesperidina se mostra como uma importante sinergista aos efeitos suplementares da rutina.

A dieta pode resistir às festas de fim de ano?

13 de dezembro de 2011 por Joana Lucyk Deixe um comentário »

Fonte:www.gettyimages.com.br

A dieta saudável e equilibrada pode ser gostosa e harmoniosa e, isso vale para as festas de fim de ano: muitos dos pratos servidos na ceia podem tranquilamente fazer parte de uma alimentação saudável. O que não podemos esquecer é de controlar a quantidade ingerida. O excesso é que muitas vezes compromete a dieta equilibrada.

Inúmeros alimentos saudáveis podem compor estas refeições: vegetais e frutas, por exemplo, além de somar nutrientes, incrementam os pratos e favorecem um sabor diferenciado. Ervas e temperos como o açafrão, alecrim, alho, cebola, gengibre, pimenta, tomilho, canela, orégano, hortelã, salsinha e manjericão são excelentes opções em substituição aos temperos com excesso de sódio como sal e temperos prontos. Além de saborosos possuem propriedades antioxidantes importantes.

Quanto às opções protéicas, muitas são as alternativas saudáveis: a quantidade de gordura no lombo é similar ao contra-filé bovino (o primeiro tem 4,7g/100g e o segundo 3,9g/100g). Já o pernil tem um pouco mais, em torno de 9,4g/100g. O peru, assim como o lombo, é uma boa opção, possui 5,7g de gordura/100g. E o tender também se mostra outra boa opção, em torno de 3,0g de gordura por 100g do alimento.

Para a farofa, substituir o bacon por banana, frutas desidratadas, oleaginosas, cebola ou ovos agrega valor nutricional e redução de calorias. E, no caso das sobremesas, frutas desidratadas, oleaginosas, sorbês, frutas in natura como as da época são alternativas interessantes.

A tradicional rabanada, ao invés de frita, pode ser assada. Dessa forma, se diminui as calorias provenientes do óleo.

Já em relação às bebidas alcoólicas, não temos como fugir, é a regra do quanto menos melhor. O álcool, dentre outros males, favorece o estresse oxidativo no organismo, implicando no processo inflamatório. Se possível, prefira água ou sucos de frutas in natura. Se optar pelas bebidas alcoólicas, não consumi-las em jejum e sempre intercalar o consumo da bebida alcoólica com água.

Se, ainda assim, você exagerar na ceia, no dia posterior, adote uma dieta rica em frutas, vegetais e água e, não compense comendo menos do que é recomendado para o seu equilíbrio orgânico. Retorne para a sua dieta saudável!

Aplicações clínicas do magnésio

8 de novembro de 2011 por Joana Lucyk 7 comentários »

Fonte:www.gettyimages.com.br

O magnésio (Mg), sétimo elemento químico mais abundante na crosta terrestre, é o principal cátion intracelular. Sua principal função é a estabilização de ATP nos músculos e tecidos moles. Participa também da formação de AMPc, do transporte de íons potássio e cálcio, além de exercer funções enzimáticas e participar do controle da excitabilidade cardíaca, da pressão sanguínea e transmissão neuromuscular.

Em linhas gerais, são muitos os sintomas e sinais clínicos relacionados à deficiência de Mg, dada a sua vasta participação em processos bioquímicos no organismo. Irritabilidade, ansiedade, mialgia, cãibras, confusão mental, insônia, diminuição da memória, tontura, zumbido ininterrupto, náuseas, astenia, constipação, formigamento, intolerância a glicose e taquicardia podem estar presentes na insuficiente ingestão.

Sua deficiência promove aumento do cálcio intracelular, formação de espécies reativas de oxigênio, de agentes pró-inflamatórios e de fatores de crescimento, além de alterações na permeabilidade de membrana. Daí sua relação com o controle da pressão arterial. Ele ainda está envolvido na formação do vasodilatador óxido nítrico.

Quadros de depressão, insônia e hiperatividade também podem estar relacionados com a baixa deste micronutriente, já que o Mg é requerido para a produção de serotonina e, portanto, também de melatonina. O humor de mulheres com TPM pode ser sensivelmente melhorado com a adequada ingestão de Mg.

O Mg é essencial para o controle do pH sanguíneo. A insuficiente ingestão favorece a acidificação sanguínea e assim, a ação do paratormônio que leva a reabsorção óssea. Portanto para a prevenção da osteoporose, a ingestão de Mg mostra-se essencial.

A avaliação bioquímica mais comum do Mg é a forma sérica, todavia seus resultados sempre tendem a normalidade e, portanto deve-se dar a atenção adequada à sintomatologia e sinais clínicos apresentados. O melhor parâmetro bioquímico para avaliação deste micronutriente é o Mg eritrocitário.

Vegetais em tons verdes escuros são as melhores fontes, seguidos de legumes, produtos marinhos, nozes, cereais e derivados de leite. O consumo excessivo de magnésio proveniente de fontes não alimentares (como sais de magnésio utilizados com propósito farmacológico) pode provocar efeitos adversos, sendo a diarréia osmótica o principal efeito relacionado.

Marcadores bioquímicos na recuperação muscular

6 de outubro de 2011 por Joana Lucyk 7 comentários »

Fonte:www.gettyimages.com

Indivíduos que treinam incessantemente, independente de qual objetivo almejam, seja hipertrofia ou o alto rendimento em atividades de endurance, devem ter muita disciplina com o treinamento e com a alimentação. Todavia, os resultados são limitados se a recuperação não for adequada.

O tempo de recuperação é essencial para se controlar o processo inflamatório, e necessário, imposto pelo exercício físico. Nutrindo-se bem e adequando-se o tempo de recuperação os resultados com a prática da atividade física são otimizados. Todavia, quando o intervalo entre um treino e outro é insuficiente, cronicamente, pode-se favorecer o aumento de substâncias que comprometem a performance e a recuperação muscular e, estas podem ser observadas por meio de avaliação bioquímica.

Alterações nas enzimas hepáticas transaminase oxalacética (TGO), transaminase pirúvica (TGP) e gama glutamil transferase (GGT), acompanhadas de alterações na desidrogenase lática (DHL), creatino fosfoquinase (CPK) e aldolase são comumente observadas em atletas que possuem um período de recuperação inadequado. Outra substância que pode se apresentar alterada é o HDL, em nível superior a faixa de normalidade, indicando estresse oxidativo, além do hormônio inflamatório cortisol.

Além de estar presente em grandes quantidades nas alterações hepáticas, a enzima TGO encontra-se alterada em conjunto com a TGP nas patologias musculares. A TGO é encontrada no músculo esquelético, rins, cérebro, pulmões, leucócitos, baço e pâncreas. Dentre outras circunstâncias, valores elevados ocorrem na deficiência de piridoxina (vitamina B6), patologias músculo-esqueléticas e nas esteatoses e hepatites não alcóolicas. Vale ressaltar que drogas que sofrem destoxificação hepática (a maioria sofre) também podem causar aumento espúrio da TGO e TGP.

A TGP é encontrada principalmente no fígado e mais sensível que a TGO na detecção de injúria do hepatócito. Encontra-se também elevada nas doenças músculo-esqueléticas e esteatoses não alcoólicas. Em miopatias severas, pode estar aumentada em conjunto com a TGO.

A GGT catalisa a transferência do ácido glutâmico de um peptídeo para outro, ligando-o sempre ao grupo gama-carboxílico e encontra-se elevada em situações de estresse oxidativo. A atividade física, por si só, gera aumento na produção de radicais livres e, se não tivermos uma boa capacidade antioxidante, o processo oxidativo e inflamatório é favorecido.

A DHL catalisa a conversão reversível de lactato muscular em piruvato e este é um passo essencial nos processos metabólicos que implicam em produção de energia celular. Se encontra em excesso na presença de danos celulares. Quando alterada, suporta os resultados de CPK, que é uma enzima com alta concentração no músculo esquelético, miocárdio e cérebro. Os níveis aumentados de CPK se correlacionam com o desenvolvimento de alterações musculares degenerativas.

A enzima aldolase está envolvida na produção de energia via glicose. É utilizada na avaliação dos quadros de fraqueza muscular e valores reduzidos podem ser encontrados nas fases avançadas das miopatias. Já o cortisol pode estar elevado em indivíduos que não possuem um bom período de recuperação. É um hormônio catabólico com papel contrário ao da insulina, anabólica. Ou seja, com o cortisol elevado a recuperação das miofibrilas musculares fica inviabilizada.

Estes são apenas alguns marcadores bioquímicos uteis e não exclusivos para se avaliar a adequação do tempo de recuperação no treinamento. Se eles estiverem alterados é hora de repensar o treinamento!

Tribulus terrestris: mitos e verdades

12 de setembro de 2011 por Joana Lucyk Deixe um comentário »

Debates sobre efeitos fisiológicos e reais de Tribulus terrestris (Zygophyllaceae) são constantes. O principal efeito reivindicado é o anabolizante, que se daria pelo aumento da ação da testosterona e androgênicos por meio da ativação da produção endógena de testosterona. Isso porque o T. terrestris é rico em saponinas e protodioscina, um agente fitoquímico precursor de DHEA.

Há controvérsias quanto à comprovação deste caminho biológico. Todavia, mesmo assim, T. terrestris é regularmente utilizado por atletas. A suplementação com este fitoterápico durante oito semanas não melhorou a composição corporal ou o desempenho do exercício de resistência em indivíduos treinados do sexo masculino. Atletas de rugby que utilizaram T.terrestris por cinco semanas também não obtiveram ganhos na massa muscular e na força. Há evidências da eficácia do T.terrestris em indivíduos com idade avançada e naqueles que não são treinados.

Outra ação atribuída ao T. terrestris é na disfunção erétil: efeitos hormonais deste suplemento foram avaliados em primatas, coelhos e ratos, por oito semanas. Em ratos castrados foi observado aumento dos níveis de testosterona. Em outra pesquisa, a administração de T. terrestris aumentou o comportamento sexual e pressão intracavernosa, tanto em animais normais e castrados. Portanto, T.terrestris pode ser útil em casos leves e moderados de disfunção erétil, especialmente quando associado à ioimbina.

Foi constatado que as saponinas presentes neste fitoterápico possuem ação antifúngica relevante sobre Candica albicans. Atividade antimicrobiana também foi observada contra Bacillus subtilis, Bacillus cereus, Proteus vulgaris e Corynebacterium diphtheriae.

Ademais, extratos metanólico e aquoso de T.terrestris possuem significativa atividade anti-hipertensiva, o que foi verificado em ratos espontaneamente hipertensos. Os efeitos anti-hipertensivos parecem resultar de um relaxamento da musculatura lisa arterial direta possivelmente envolvendo liberação de óxido nítrico e hiperpolarização da membrana.

As saponinas, além da ação hormonal, possuem importante efeito no controle glicênico e no controle lipidêmico. Já foi descrito também aumento da atividade da enzima do sistema antioxidante, superóxido dismutase hepática e sérica, como conseqüência da ação saponinas presentes no T.terrestris.

É fato que o uso de T. terrestris implica em importantes respostas fisiológicas. Todavia, é preciso cautela na recomendação generalizada deste fitoterápico sobre aumento de força muscular e potência sexual.  Afinal, cada caso é um caso. Simples assim.

Para um bom funcionamento intestinal

31 de agosto de 2011 por Joana Lucyk 4 comentários »

A água e as fibras, presentes em frutas, vegetais e cereais integrais, são importantes para a saúde intestinal: as fibras, além de aumentarem o bolo fecal, estimulam a proliferação dos micro-organismos benéficos. Já a água é essencial para proporcionar uma boa consistência do bolo fecal. Adequado consumo de fibras sem o adequado consumo de água favorece a constipação intestinal.

A frequência evacuatória ideal é de 1 a 3 vezes ao dia, desde que as fezes sejam de consistência ideal. Segundo a Escala de Bristol (abaixo) o tipo ideal de fezes é o 4. Se a evacuação não for diária, a mudança de perfil da microbiota começa, prevalecendo os micro-organismos que se comportam de forma maléfica. Dessa forma, aumenta-se a produção de toxinas e radicais livres que agridem ainda mais a parede intestinal, favorecendo a cronicidade do problema.

Nos casos de constipação, laxantes que tenham em sua constituição os derivados de antraquinona, como a cáscara sagrada e o sene, devem ser evitados: eles agridem ainda mais a parede intestinal, comprometendo sua integridade e favorecendo a perpetuação do problema.

Além da água e das fibras, para o bom funcionamento intestinal, é necessário, portanto, que ele esteja íntegro. Diariamente a mucosa intestinal se renova e para isso, diversas substâncias são solicitidas:

Vitamina E presente em óleos vegetais como o azeite e óleo de canola e oleaginosas como castanhas é essencial para a integridade da membrana das células, assim como a vitamina C, presente em frutas e vegetais frescos; a Vitamina A, presente em produtos de origem animal e em vegetais, na forma da pré vitamina A, que é o betacaroteno (produtos de origem vegetal não tem vitamina A) é essencial para a função de barreira intestinal; ácido fólico, presente em vegetais em tons verdes escuros, é essencial para a formação da barreira intestinal; o complexo gama orizanol, encontrado no arroz integral, é essencial para restaurar a permeabilidade intestinal; a fosfatidilcolina, presente na soja e ovo, é solicitada para a manutenção das tigh junctions, que são os espaços entre as células intestinais; o ácido pantotênico, presente em vegetais de tons verdes escuros e ovo; é essencial para cicatrização da mucosa.; zinco; encontrado em alimentos de origem animal e cereais integrais, é importante para o crescimento da mucosa e; glutamina, presente principalmente em produtos de origem animal, é o principal combustível das células intestinais e, portanto, requeridapara a renovação diária da mucosa intestinal. Muitas vezes, para a recuperação da mucosa, é necessária a suplementação deste aminoácido em conjunto com a suplementação dos probióticos, que são as bactérias benéficas.

Quando se suplementa probióticos, se  favorece o comportamento benéfico dos micro-organismos de baixa virulência, resultando numa melhora da função intestinal. As fibras, como já dito, favorecem a multiplicação dessas bactérias, sendo essenciais para a reversão do quadro de disbiose.

Escala de Bristol

Por que meu intestino não funciona bem?

29 de agosto de 2011 por Joana Lucyk Deixe um comentário »

A alimentação inadequada, baixa produção de ácido clorídrico, motilidade intestinal reduzida, estresse e uso de medicamentos estão entre os principais fatores que podem comprometer o funcionamento intestinal.

Dentre os fatores alimentares destacam-se: baixo consumo de água, baixo consumo de fibras e elevado consumo de proteínas de elevado peso molecular – algumas proteínas são bastante extensas e dão muito trabalho para serem digeridas, dessa forma, podem alterar o equilíbrio de bactérias no intestino, favorecendo a constipação. As principais proteínas relacionadas com este processo são a caseína e betalactoglobulina, presentes no leite de vaca e derivados e; o glúten, presente no trigo, aveia, centeio, cevada e malte. Estes alimentos com proteínas de alto peso molecular, em geral, podem fazer parte da dieta, todavia, a frequencia alimentar que determinará a resposta do organismo. Se o consumo alimentar for frequente e a alimentação monótona, a chance de algum desequilíbrio orgânico se instalar é grande e, inclui a constipação intestinal.

Alimentos com fama de constipantes como a goiaba e o caju podem favorecer um intestino mais lento. Entretanto, apenas se o desequilíbrio orgânico já estiver instalado: no nosso intestino, temos 1/3 de micro-organismos benéficos, 1/3 de maléficos e 1/3 de micro-organismos de baixa virulência, que se comportam de acordo com o ambiente. Logo, se tivermos uma alimentação inadequada, as de baixa virulência se comportam como os micro-organismos maléficos, favorecendo o mau funcionamento intestinal e assim, instalando-se a disbiose intestinal. Nestes casos, se estes alimentos constipantes forem incluídos à dieta, a constipação será favorecida. Porém, se tivermos uma alimentação saudável, os microorganismos de baixa virulência se comportarão como benéficos e, a chance destes alimentos causarem alguma alteração no funcionamento intestinal é improvável.

A alimentação rica em frituras, café, cacau, chá preto, refrigerantes e alimentos industrializados também pode comprometer o funcionamento intestinal por serem irritantes à mucosa.

Com a instalação da disbiose intestinal, se favorece a perda da permeabilidade seletiva e translocação de toxinas e subprodutos bacterianos, macromoléculas alimentares, metais tóxicos, xenobióticos e alergenos alimentares, favorecendo as alergias alimentares tardias.

Molibdênio???

12 de agosto de 2011 por Joana Lucyk Deixe um comentário »

Fonte:www.gettyimages.com.br

Molibdênio (Mo), elemento químico descoberto em 1872, só teve sua essencialidade evidenciada em 1953. O Mo atua como cofator de algumas enzimas, como a sulfito oxidase, aldeído oxidase e xantina oxidase – todas envolvidas no catabolismo de aminoácidos sulfurados e compostos heterocíclicos como purina e pirimidinas.

Leguminosas (lentilha, ervilha, feijão e grão de bico) são as melhores fontes de Mo. A soja, apesar de ser boa fonte, não possui boa biodisponibilidade. Frutas, vegetais e produtos de origem animal tem baixas concentração de Mo.

A deficiência deste mineral é rara: a incapacidade de produção da sulfito oxidase leva a graves problemas no neonato, dentre os quais destacam-se cegueira noturna, taquipneia, taquicardia, irritabilidade e até coma.

O excesso de Mo pode implicar na deficiência de cobre, porém em humanos esta relação parece não ser significativa. Indivíduos com excesso de ácido úrico devem ter o consumo de molibdênio controlado: a xantina oxidase, dependente de Mo, implica num aumento de ácido úrico. Por isso a recomendação do não consumo deste grupo alimentar pelos indivíduos com gota e hiperuricemia.

Toxicidade é rara e os sintomas são semelhantes aos da deficiência de cobre – anemia e retardo de crescimento. O excesso de ácido úrico e aumento da incidência de gota também podem ser consequência do consumo exagerado deste mineral. A intoxicação aguda pode gerar sintomas como psciose aguda acompanhada de alucinações visuais e auditivas, além de mal estar geral.

Numa dieta equilibrada e adequada às necessidades individuais é possível consumir a quantidade ideal deste mineral.