Arquivado em maio de 2010

Creatina: definindo suas ações no organismo

30 de maio de 2010

A creatina, formada por glicina, metionina e arginina, é muito solicitada nos exercícios de curta duração, já que constitui uma reserva de energia para a rápida regeneração de ATP nas células musculares. A suplementação de creatina foi proibida no Brasil em 2005 e, em 2010 a ANVISA revogou esta resolução, permitindo a comercialização deste suplemento para os atletas de exercícios de alta intensidade. Ainda não há comprovação consistente da eficácia suplementação de creatina em esportes de endurance.

Inicialmente a suplementação com creatina favorece uma hipertrofia sarcoplasmática, ou seja, como é uma substância osmoticamente ativa, promove a retenção de água nos músculos. Em longo prazo a hipertrofia miofibrilar pode ser favorecida, desde que a suplementação seja associada a um trabalho muscular específico e a uma dieta adequada às necessidades do indivíduo.  Um fato é certo: a creatina ajuda a manter os níveis de ATP durante um esforço físico máximo, apesar de parecer não favorecer o aumento desses níveis no repouso.

A creatina geralmente é suplementada na forma monohidratada (solúvel em água) e, também na forma micronizada, que tem uma absorção mais rápida por apresentar partículas menores. Existem diversos esquemas de suplementação: os mais utilizados são aqueles constituídos por um período de carga, que dura de cinco a sete dias, seguido pelo período de manutenção, em que se usa uma menor quantidade da substância por um período maior, podendo chegar a dez semanas. Estudos recentes indicam que este período de manutenção não significa aumento de capacidade de armazenamento da creatina.

A captação de creatina pelo músculo é um processo saturável, ou seja, períodos longos e elevadas quantidades suplementadas não significam necessariamente aumento da capacidade de armazenamento: o conteúdo normal de creatina no músculo é de 125 mmol/Kg de matéria seca e o limite máximo de armazenamento fica em torno de 150-160 mmol/Kg. Além disso, alguns fatores podem afetar a capacidade de armazenamento: gênero (homens tem capacidade maior que mulheres);  composição da dieta (captação muscular é favorecida na presença de glicose e comprometida na presença de cafeína); composição de fibras musculares (fibras tipo II demonstram maior capacidade de armazenamento) e;  conteúdo muscular inicial de creatina (atletas vegetarianos e idosos apresentam resultados maiores com a suplementação deste tripeptídeo, pois, geralmente possuem uma quantidade de creatina menor nos músculos esqueléticos).

A supressão da síntese endógena de creatina pelo consumo oral já é conhecida mas, esta situação é revertida quando a suplementação é interrompida. Além disso, especula-se que os estoques de creatina se mantenham aumentados por, pelo menos, um mês após o término do período de carga.

Como qualquer suplemento, a prescrição da creatina deve se feita de forma individualizada: seu uso indiscriminado, assim como qualquer outra substância, pode favorecer o desequilíbrio orgânico.

Segredos do comportamento alimentar infantil

26 de maio de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

 Na fase pré-escolar (dois a cinco anos) os pais se deparam com uma grande dificuldade: inserir novos alimentos na dieta da criança. Nessa época ocorre diminuição da velocidade de crescimento e a criança cada vez mais adquire autonomia, fatores que contribuem para a diminuição do interesse pela alimentação.

O padrão alimentar é determinado pelas preferências alimentares. E nesta fase o grande desafio é aumentar essas preferências para a formação de um hábito alimentar mais saudável. As tendências das preferências na fase pré-escolar incluem os alimentos com elevada quantidade de carboidratos, açúcar, gordura e sal,ou seja, com elevada densidade energética. Estes alimentos se associam com estímulo mais rápido à saciedade e, portanto, nesta época as preferências andam junto com o estímulo à saciedade. Logo, frutas e vegetais muitas vezes não fazem parte do hábito da criança.

Para mudar essa realidade, é necessário que estes alimentos sejam oferecidos constantemente às crianças: elas tem mais facilidade de aceitar aqueles alimentos que estão disponíveis no seu ambiente frequentemente. A familiaridade com os alimentos é o primeiro passo para a criança aprender sobre o sabor dos alimentos. É necessário que a criança prove o alimento, mesmo que, inicialmente, seja em pequena quantidade. Apenas os estímulos visuais ou olfativos não são suficientes. Por meio da oferta frequente, o condicionamento é favorecido e, com isso a aceitação pelo alimento é aumentada. Para este processo acontecer, muitas vezes são necessárias de 10 a 15 apresentações do alimento e, o problema é que muitos pais desistem no meio do caminho, achando que a criança não gosta do alimento.

Devemos também ter o cuidado de não oferecer os vegetais em contexto negativo já que as crianças tendem a gostar menos dos alimentos consumidos sob coação mas, tampouco devemos usar recompensas do tipo: “coma logo sua salada para ganhar a sobremesa depois ” ou ordens como: “agora dê mais três garfadas” ou “ande logo”. Nessas três situações pode-se comprometer o controle neuroendócrino da fome e saciedade da criança. Muitas vezes a criança já está satisfeita e o responsável continua insistindo para que ela coma. Com o passar do tempo ela conclui que sua resposta fisiológica não é importante. Portanto, a tendência é que ela passe a ignorar esses estímulos neuroendócrinos e se torne dependente para inciar, continuar e terminar uma refeição.

A dieta da criança é reflexo da dieta da família, dos estímulos contínuos que ela recebe. Portanto, se há dificuldade de inserir novos alimentos na fase pré-escolar, está na hora de repensar a alimentação de toda a família…

Receitas com quinoa

25 de maio de 2010

 

A seguir, algumas receitas com farinha, flocos e quinoa em grãos:

Risoto de Quinoa com Tomate e Queijo Branco

Ingredientes
350 g de quinoa em grãos
01 cebola
04 tomates
200 mL vinho branco
600 mL caldo de vegetais
250 g de espinafre
150 g de queijo branco

Modo de Preparo
Cortar a cebola em fatias finas. Refogá-las em água até ficarem transparentes. Juntar a quinoa e esquentar até que os grãos absorvam todo o líquido. Acrescentar os tomates descascados e picados e o vinho. Cozinhar em temperatura media até que a quinoa absorva todo o liquido. Colocar o caldo de vegetais aos poucos e cozinhar em fogo baixo. Lavar o espinafre e cozinhar suavemente junto com o alho até que o líquido evapore. Misturar o espinafre ao risoto de quinoa. Temperar com sal, pimenta e noz moscada. Salpicar o queijo no risoto pronto e servir. Se preferir, adicione outros legumes picados à cebola.

 

Pão de Quinoa

Ingredientes
01 xícara de polvilho doce
01 xícara de polvilho azedo
02 colheres de sopa de farinha de quinoa
01 xícara de água
½ xícara de óleo de canola
02 ovos
01 colher de chá de sal

Modo de Preparo
Bater no liquidificador a xícara de água, o óleo e os ovos. Acrescentar os outros ingredientes. Untar as forminhas apenas com óleo, colocar a massa em cada uma e levar ao forno médio pré aquecido.

 

Creme de flocos de quinoa

Ingredientes
02 cenouras
01 chuchu
01 salsão
01 alho porró
Água
Sal a gosto
Ervas de sua preferência a gosto
01 xícara de flocos de quinoa

Modo de Preparo
Coloque os vegetais para cozinhar com água e sal, cozinhar primeiramente a cenoura e o salsão. Depois de 5 minutos acrescentar os outros ingredientes. Quando estiverem quase cozidos acrescente os flocos de quinoa e deixe cozinhar mais 2 minutos, liquidifique e acrescente os temperos. Se preferir, coloque uma folha de espinafre cortadinho e deixe cozinhar.

 

Leite de quinoa

Ingredientes
05 colheres de sopa de quino em grãos
250 mL de água

Modo de Preparo
Ferva a quinoa durante 5 minutos em 250 mL de água. Depois, bata no liquidificador, com a água de fervura até ficar homogênea.

A nutrição no tratamento da dor

22 de maio de 2010

Independente do tipo de dor, a nutrição é uma grande aliada na diminuição dessa sensação desagradável. A dieta pode trazer características inflamatórias e anti-inflamatórias e, quando ela tem perfil inflamatório, ou seja, grande quantidade de gordura trans, gordura saturada, carboidratos simples e ômega 06, a hiperalgesia é favorecida. Isso ocorre porque essas substâncias favorecem a ativação de fatores de transcrição nucleares inflamatórios que estimulam a expressão de mediadores pró-inflamatórios que, simplificando, são os responsáveis por aqueles sintomas desagradáveis da inflamação: calor, rubor, tumor e a dor.

O ômega 06, presente em alimentos como os óleos vegetais, milho, linhaça e gergelim é um ácido graxo essencial para a vida, ou seja, dependemos dele para termos qualidade de vida. Todavia, seu excesso favorece a inflamação no organismo. Portanto, o importante é equilibrar o seu consumo com o ômega 03, que é anti-inflamatório. A proporção adequada de ômega 6 para ômega 3 deveria ficar em 5:1, entretanto alguns estudos mostram que muitos indivíduos exageram no consumo de ômega 6, chegando a proporção de 20, 30:1, isto é, consomem uma dieta altamente inflamatória. O óleo de milho e girassol são exemplos de alimentos riquíssimos em ômega 06.

Assim como a dieta pode favorecer a inflamação, ela também pode favorecer a anti-inflamação. Os principais nutrientes que diminuem a inflamação são: o ômega 03, presente na linhaça, canola, semente de abóbora, gema de ovo, peixes como atum e sardinha, brócolis e, cassis e; a vitamina E, presente em todos os óleos vegetais e oleaginosas. Além desses nutrientes, a vitamina C, o betacaroteno, zinco, ferro, cobre, manganês, selênio, enquanto participantes do sistema antioxidante, também atuam como coadjuvantes no tratamento da dor.  Além dos nutrientes, substâncias bioativas como as presentes na cebola, no alho, aipo, tomate, cupuaçu, nas uvas roxas, soja e no pimentão vermelho também atuam no controle da hiperalgesia.

Portanto, como pode-se perceber, nenhum alimento é fonte exclusiva de substâncias anti-inflamatórias e inflamatórias mas, equilibrar o consumo destas substâncias fica fácil, se tivermos uma dieta saudável. Mais uma vez, o que devemos garantir para o nosso organismo é o equilíbrio nutricional!

Receitas com oleaginosas

21 de maio de 2010

Farofa funcional

Ingredientes
01 xícara de chá de nozes
01 xícara de chá de castanha de caju sem sal
01 xícara de chá de amêndoas
01 xícara de chá de castanha do Brasil
01 xícara de chá de amendoim
02 colheres de sopa de gergelim
01 xícara de chá de semente de melão (torrar e moer)
Açúcar mascavo a gosto
Modo de Preparo
Bater todos os ingredientes. Guardar em um pote bem fechado.

Biscoito de Castanha do Brasil

Ingredientes
01 clara
150 g de castanha do Brasil
01 colher de sopa de essência de baunilha
01 colher de sopa de casca de limão ralada
½ xícara chá de açúcar refinado
½ xícara de chá de azeite de oliva extra virgem
01 e ½ xícaras de chá de farinha de trigo integral
Modo de preparo
Bater no liquidificador as castanhas do brasil e a farinha de trigo integral até ficar homogêneo. Reservar. Bater em uma batedeira o azeite (reservar 1 colher de sopa), o açúcar, a raspa de limão e a essência de baunilha por 05 minutos. Juntar a farinha de trigo integral com a castanha do Brasil e bater mais 05 minutos. Juntar 02 colheres de sopa de água e misturar até obter uma massa homogênea. Preparar um disco com a massa e embrulhar com filme plástico. Deixar na geladeira por 01 hora ou até ficar firme. Pré aquecer o forno em temperatura média. Em uma superfície enfarinhada abrir a massa com 01 cm de altura. Com cortadores de 05 cm de diâmetro cortar a massa e colocar em uma assadeira untada com o azeite reservado. Levar ao forno por 10 minutos. Retirar do forno, colocar a clara em uma tigela e bater rapidamente. Pincelar os biscoitos e distribuir a castanha do Brasil moída. Voltar os biscoitos para o forno, deixar por mais 10 minutos ou até dourar.

 

Bolo com Nozes

Ingredientes
03 ovos
02 xícaras de chá de creme de arroz
½ xícara de chá de óleo
Adoçante de forno
01 xícara de chá de leite de soja quente
01 colher de sopa de fermento em pó
½ xícara de chá de nozes
Modo de Preparo
Untar uma forma, e pré-aquecer o forno a 180ºC. Bater tudo no liquidificador e levar para assar. Deixar até o palito saia limpo.

Quais as funções da glutamina no organismo?

18 de maio de 2010

Sempre que ficamos em jejum prolongado ou praticamos atividade física extenuante o consumo de energia pelo organismo é contínuo e muitas vezes maior, como no segundo caso. Como não há energia proveniente da alimentação em ambas as situações, uma via alternativa para o organismo conseguir energia é a oxidação dos aminoácidos presentes nos músculos. A glutamina é o aminoácido mais abundante nessas estruturas: é, então, amplamente solicitada nessas situações. Tanto que  a indústria de suplementação explora bastante a venda deste aminoácido que pode ser apresentado na forma de L-glutamina ou glutamina livre (maioria dos suplementos) ou glutamina dipeptídeo, alpha-cetoglutarato (AKG)  e glutamina malato.

Se o objetivo do indivíduo for diminuir catabolismo muscular a glutamina livre não é a melhor opção. A maior parte da L-glutamina é destinada ao uso das próprias células intestinais: apenas cerca de 20% atinge a corrente sanguínea e poderia, então, ser utilizada com o fim de diminuição de catabolismo proteico. Logo, a L-glutamina desempenha a importante função de reparação da mucosa intestinal: diariamente essa parede se renova e, além de ácido fólico, zinco, fosfatidilcolina, vitamina C, complexo gama orizanol e tantos outros nutrientes, a glutamina representa a principal fonte de energia para os enterócitos. Portanto, é um importante nutriente envolvido na integridade intestinal. A L-glutamina também está envolvida com a atividade imunitária: muitas das células do intestino não são enterócitos mas sim, células do sistema de defesa. Logo, este aminoácido é considerado um nutriente imunomodulador.

Para fins de suplementação em nutrição esportiva, as formas mais indicadas da glutamina são glutamina dipeptídeo, AKG e  malato, que são as mais difíceis de encontrar nos suplementos. Esses tipos de glutamina conseguem ultrapassar a barreira intestinal em quantidade significativa e, então, podem servir de energia para o organismo, minimizando a oxidação de aminoácidos durante a atividade física, ou seja, favorecendo preservação de massa muscular.

Independente da forma utilizada, a glutamina é um nutriente essencial para o equilíbrio orgânico. Porém, não deve ser utilizada de forma desregrada: o seu excesso pode favorecer alterações no pH sanguíneo, constipação intestinal, além de comprometer a absorção de outros aminoácidos.  É importante lembrar que alimentos de origem animal são fontes de glutamina e, portanto, em muitos casos não há necessidade de suplementação.

Receitas de bolos sem lactose

12 de maio de 2010

Bolo de Fubá

Ingredientes
01 xícara leite de soja
01 xícara de óleo de canola
03 ovos
½ xícara de açúcar cristal
01 xícara de fubá pré cozido
½ xícara de farinha de arroz
½ xícara de farinha de soja
01 colher de sopa de fermento em pó
02 colheres de sopa de sementes de erva doce
Margarina e farinha de arroz para untar
Modo de preparo
Untar e enfarinhar uma forma com buraco no meio de 26 cm de diâmetro. Pré aquecer o forno em temperatura média. Bater na batedeira o leite de soja, o óleo, os ovos e o açúcar até misturar. Depois acrescentar aos poucos o fubá e as farinhas até ficar homogêneo e, por último o fermento. Adicionar as sementes de erva doce. Colocar na forma e assar por aproximadamente 35 minutos. Esperar esfriar, desenformar e servir.

 

Bolo de Laranja

Ingredientes
02 laranjas
01 xícara de óleo de canola
05 ovos grandes separados
01 ½ xícara de açúcar refinado peneirado
02 xícaras de creme de arroz
½ xícara de amido de milho
01 colher de sopa de fermento em pó
01 pitada de sal
Modo de preparo
Cortar as laranjas ao meio acompanhando o sentido do miolo (com casca). Retirar as sementes e o miolo branco do bagaço e bater o restante (gomos e casca) no liquidificador. Acrescentar o óleo e as 05 gemas e bater até virar um creme. Em uma tigela misturar as farinhas, o sal, o açúcar e o fermento e despejar o conteúdo do liquidificador misturando bem. Por último às claras em neve, misturando devagar. Assar em forma untada e polvilhada em forno médio por 30 minutos. Deixar mais 10 minutos no forno desligado sem abrir a tampa e desenformar em seguida. O glacê pode ser de limão ou simplesmente polvilhar açúcar de confeiteiro com uma peneirinha depois de frio.

 

Bolo de Maçã com Mel

Ingredientes
2/3 de xícara de farinha de soja
2/3 de xícara de farinha de arroz
02 colheres de sopa de margarina
½ de xícara açúcar refinado
01 colher de sopa de fermento em pó
½ xícara de leite de soja
03 ovos
01 xícara de mel
½ xícara de aveia
½ xícara de oleaginosas trituradas (a gosto)
01 maçã cortada em fatias finas
Canela em pó a gosto
Margarina e farinha de arroz para untar
Modo de preparo
Pré aquecer o forno em fogo médio, untar uma forma 35 x 25cm e enfarinhar. Bater no liquidificador as farinhas, a margarina, o açúcar, o leite de soja, os ovos, e o mel. Por último acrescentar o fermento. Depois misturar a aveia com as oleaginosas. Despejar a massa na forma e colocar as maçãs em fatias finas por cima da massa. Polvilhar com canela em pó. Levar ao forno e assar por 35 minutos ou até dourar.

Alimentação e enxaqueca: existe relação?

5 de maio de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

A enxaqueca se caracteriza por uma constelação de sintomas como náuseas, vômito, visão turva, sensação de dormência ou formigamento que normalmente ocorrem em uma das mãos ou braços, ou ao redor da boca, tontura e, claro, dor de cabeça. A origem da palavra já diz tudo: enxaqueca vem do árabe e significa “rachar ao meio”. Este mal não tem cura mas, pode ser controlado e a alimentação é uma grande aliada.

Alguns alimentos podem desencadear crises de enxaqueca por alterarem o calibre dos vasos sanguíneos do cérebro. Dentre eles destacam-se: açúcar, doce, álcool, adoçantes, glutamato monossódico (presente no shoyu e em alguns temperos prontos), nitratos e nitritos (presentes em embutidos como linguiça, salsicha e produtos defumados), cafeína (constituinte do chá preto, chá verde, chá branco, café, chocolates e refrigerantes tipo cola), tiramina (presente em chocolates, vinho tinto, queijos, amendoim, carne defumada e frutas cítricas) e, fenilalanina (presente no aspartame, em alguns alimentos industrializados e em bebidas tipo cola)

Para diminuir a possibilidade de crises de enxaqueca a dieta deverá ser fracionada com intervalos máximos de três horas entre uma refeição e outra. A alimentação diária deverá conter magnésio, presente nos vegetais de tons verdes escuros e cereais integrais; ômega 03, presente em peixes como sardinha e atum e na linhaça; triptofano, encontrado em alimentos como banana, nozes,  aipo e  feijão e; anti-histamínicos, presentes no cravo, orégano, gengibre e canela.

É importante salientar que as respostas metabólicas variam de um indivíduo para o outro e, portanto, não existe uma receita pronta para a relação alimentação x enxaqueca. Deve-se identificar os alimentos capazes de aumentar a frequência das dores, e eliminar os suspeitos, que poderão ser reintroduzidos cautelosamente para que sejam identificados os causadores dos sintomas.