Transtorno de déficit de atenção x alimentação

13 de junho de 2010 por Joana Lucyk Deixe um comentário »

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma doença crônica, cujos principais sintomas são atividade motora excessiva, falta de atenção e dificuldades de controlar impulsos. Essas características tendem a persistir na adolescência e na vida adulta e, se não detectadas e tratadas durante a infância, irão aumentar o risco do indivíduo desenvolver outros transtornos psiquiátricos na vida adulta.

A despeito de pesquisas extensas, ainda não há um consenso científico sobre a causa do TDAH: tendo-se que os sintomas dessa doença são complexos e variados, pode-se imaginar que sua causa também o seja, sendo múltiplas as causas e os fatores de risco implicados e,  a alimentação deve ser considerada.

 Com as mudanças da vida moderna, também ocorreram mudanças alimentares. Introduziram-se produtos industrializados como macarrão instantâneo, achocolatados, biscoitos recheados, biscoitos salgados, refrescos em pó, refrigerantes, doces coloridos e alimentos não orgânicos na dieta das crianças. Todos eles fontes de aditivos alimentares.

Os corantes tartrazina, amaranto, vermelho ponceau, eritrosina, caramelo amoniacal e, os conservadores derivados do ácido benzóico, ácidos sulfídrico e sulfito podem induzir à hiperatividade.  Além disso, os carboidratos de digestão rápida, presentes nas guloseimas também se correlacionam positivamente com o transtorno.

As crianças comumente consomem grandes quantidades de achocolatados, o que pode implicar no aumento de uma substância tóxica ao cérebro, o P-cresol. Esta toxina é originária do metabolismo da tirosina e, as principais fontes deste aminoácido são o leite de vaca e seus derivados.

Altos níveis urinários de metabólitos de organofosforados (defensivos agrícolas comumente utilizados na produção de alimentos) foram encontrados em crianças com o transtorno. Logo, o consumo de alimentos orgânicos é um fator importante na prevenção da sintomatologia do TDAH.

Quando se prioriza o consumo de alimentos industrializados, carências nutricionais específicas podem ser favorecidas e, dentre elas, destacam-se: deficiência de B6, magnésio, zinco e ferro, que são essenciais para a produção de neurotransmissores, como, por exemplo, GABA, neurotransmissor inibitório; melatonina, envolvida no controle do ciclo sono/vigília e; dopamina, importante para a regulação da atividade cerebral. Deficiências de ômega 03 e vitamina E, importantes para regular a função energética cerebral, também podem estar presentes neste tipo de alimentação.

Portanto, a dieta é uma importante aliada no tratamento do TDAH: devemos, desde cedo, adotar uma alimentação saudável e equilibrada, incluindo os alimentos in natura e orgânicos no nosso dia a dia!

6 comentários

  1. Marcela disse:

    Muito bem escrito e claro! Parabéns, Joana!! Beijos, Marcela.

  2. Joana Lucyk disse:

    Oi Marcela!
    Obrigada pela visita!!
    beijos

  3. Irisléia disse:

    Olá!!
    Gostei muito do post!
    Gostaria de saber como o tratamento nutricional tem agido de maneira eficaz nos portadores de TDAH.Os achados que fiz são muito vagos e maioria dos tratamentos só reportam ao uso de medicamentos.Se possível gostaria da indicação de artigos para maiores informações.
    Parabéns pela matéria!
    Beijos

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