O alumínio (Al) é o segundo elemento mais comum na crosta terrestre e, apesar de ser um metal encontrado em abundância raramente é encontrado livre. Seu isolamento foi conseguido em 1827 por Friedrich Wöhler.
O Al é um mineral extremamente versátil, entretanto sem nenhuma função essencial em animais ou seres humanos. É utilizado em grande diversidade de produtos como, por exemplo, em pastas de dente, materiais de embalagens, pigmentos de tinta, cosméticos, utensílios de cozinha e aditivos alimentares. Estudos comprovam que a migração de Al de panelas e embalagens pode ser considerada desprezível, salvo nos casos em que se cozinham alimentos ácidos em panelas não revestidas.
O excesso de Al pode causar consitpação intestinal e cólicas, além decomprometer a absorção de selênio e potássio. Implica, ainda, numa formação óssea diminuída, na medida em que interfere na ação ostoblástica, favorecendo osteomalácia ou osteopenia. Anemia microcítica e hipocrômica não acompanhada da deficiência de ferro também é outra consequência bem descrita na literatura. Isso ocorre porque, assim como os outros elementos tóxicos, a Al pode ocupar sítios de ação enzimáticos, comprometendo sucessivas reações bioquímicas no organismo e, dentre eles a eritropoiese. A exposição excessiva de Al também já foi relacionada com a ocorrência de doenças neurodegenerativas como o Mal de Alzheimer.
Geralmente, bebidas são maiores fontes de Al, seguidas de alimentos de origem animal e vegetal. Consideram-se alimentos com alta concentração de Al de quando os valores ultrapassam 1mg/kg. Leite, produtos lácteos e cereais contribuem com cerca de 60% da ingestão diária deste metal. Gomas e chicletes também são fontes importantes. Porém, indivíduos saudáveis, com função renal bem estabelecida, normalmente conseguem excretar o excesso de Al.
Os riscos são expressivos para aqueles que utilizam habitualmente medicamentos anti-ácidos com Al em sua composição e para os pacientes com insuficiência renal crônica, que podem ter a excreção deste metal comprometida.

