A cúrcuma ou açafrão da Índia (Curcuma longa L.), internacionalmente conhecida como “tumeric”, é originária do sudeste asiático e considerada uma preciosa especiaria com grande aplicação condimentar. No Brasil, a cúrcuma, por vezes, é confundida com outra espécie, a Crocus sativus L., também denominada de açafrão, sendo esta, no entanto, conhecida como o açafrão verdadeiro.
Atualmente, a cúrcuma tem importante valor comercial, pois se mostra como alternativa para a substituição de pigmentos sintéticos, que foram proibidos na Europa e América do Norte, graças a presença do corante curcumina. Este composto fenólico também confere à planta potente atividade antioxidante e, a possibilidade se sua aplicação nas áreas têxtil, medicinal e cosmética. Além da curcumina, este fioterápico é rico em óleos essenciais, constituídos principalmente por turmerona, além de apresentar outros compostos como o zingibereno, presente também no gengibre e limoneno, presente no limão.
A cúrcuma pode ser utilizada por meio do pó, obtido após secagem e moagem dos rizomas, bem como na forma de óleo e extrato de curcumina purificado.
Dentre as suas propriedades destacam-se: atividade antitumoral, antimicrobiana, anti-inflamatória, antitrombótica e antiviral. Pesquisas também demonstram a ação de seus compostos bioativos na manutenção da saúde óssea, na proteção da mucosa gástrica contra substâncias irritantes, na proteção hepática e no controle do colesterol.
Além dos compostos bioativos, o rizoma da cúrcuma é considerado um alimento energético. Merece destaque também a quantidade de proteínas contida no rizoma (6 a 11%), próxima às quantidades encontradas no grão de arroz e trigo.
Para aproveitar todos os benefícios desta planta, é importante armazená-la em recipiente opaco, já que muitos dos seus compostos são facilmente degradados pela luz. Quanto à temperatura, a partir de 100ºC já e observa perdas, principalmente da curcumina.



