Arquivado em agosto de 2010

As multifacetas da cúrcuma

28 de agosto de 2010

A cúrcuma ou açafrão da Índia (Curcuma longa L.), internacionalmente conhecida como “tumeric”, é originária do sudeste asiático e considerada uma preciosa especiaria com grande aplicação condimentar. No Brasil, a cúrcuma, por vezes, é confundida com outra espécie, a Crocus sativus L., também denominada de açafrão, sendo esta, no entanto, conhecida como o açafrão verdadeiro.

Atualmente, a cúrcuma tem importante valor comercial, pois se mostra como alternativa para a substituição de pigmentos sintéticos, que foram proibidos na Europa e América do Norte, graças a presença do corante curcumina. Este composto fenólico também confere à planta potente atividade antioxidante e, a possibilidade se sua aplicação nas áreas têxtil, medicinal e cosmética. Além da curcumina, este fioterápico é rico em óleos essenciais, constituídos principalmente por turmerona, além de apresentar outros compostos como o zingibereno, presente também no gengibre e limoneno, presente no limão.

A cúrcuma pode ser utilizada por meio do pó, obtido após secagem e moagem dos rizomas, bem como na forma de óleo e extrato de curcumina purificado.

Dentre as suas propriedades destacam-se: atividade antitumoral, antimicrobiana, anti-inflamatória, antitrombótica e antiviral. Pesquisas também demonstram a ação de seus compostos bioativos na manutenção da saúde óssea, na proteção da mucosa gástrica contra substâncias irritantes, na proteção hepática e no controle do colesterol.

Além dos compostos bioativos, o rizoma da cúrcuma é considerado um alimento energético. Merece destaque também a quantidade de proteínas contida no rizoma (6 a 11%), próxima às quantidades encontradas no grão de arroz e trigo.

Para aproveitar todos os benefícios desta planta, é importante armazená-la em recipiente opaco, já que muitos dos seus compostos são facilmente degradados pela luz. Quanto à temperatura, a partir de 100ºC já e observa perdas, principalmente da curcumina.

O que é estresse oxidativo?

26 de agosto de 2010

O estresse oxidativo pode ser definido como o desequilíbrio entre a formação e remoção de agentes oxidantes no organismo, decorrente da geração excessiva de espécies reativas de oxigênio (EROs) e/ou diminuição de antioxidantes endógenos.

Os radicais livres, como o ânion superóxido, hidroxila, alcoxila, peroxila, hidroperoxila, são quaisquer espécies químicas que contenham um ou mais elétrons não emparelhados em seu orbital eletrônico mais externo, ao passo que as EROs são quaisquer espécies oxidantes altamente reativas, inclusive os radicais livres.  Exemplos de EROs não radicalares são o peróxido de hidrogênio, ácido hipocloroso, ozônio, oxigênio singlet e peróxidos lipídicos: todos capazes de induzir a produção de radicais livres no nosso organismo.

As EROs são formadas em diversas situações no organismo como, por exemplo, na síntese de ácidos nucléicos, na destoxificação de xenobióticos, na atividade de células do sistema imunitário, como resposta do processo inflamatório e, na transdução de sinais celulares. Mas, o mecanismo mais relevante da produção das EROs é o nosso metabolismo energético, a nossa respiração, ou seja, essas substâncias são inerentes à vida.

O estresse emocional, a elevada ingestão de ácidos graxos trans, a contaminação por metais pesados, o alto consumo de bebidas alcoólicas, a prática desregrada de atividade física, o consumo exagerado de medicamentos e a exposição a poluentes e toxinas ambientais são fatores determinantes para o aumento da produção de EROs.

O excesso de EROs  proporciona diversos prejuízos no organismo, desde envelhecimento a patologias crônico não transmssíveis, além de doenças auto-imunes. Essas substâncias reagem com nossas estruturas celulares, danificando-as: comprometem nosso equilíbrio orgânico e favorecem o aparecimento das doenças.

Portanto, devemos garantir que nosso organismo elimine o excesso dessas substâncias deletérias e para isso, contamos com um sistema antioxidante. E, para este sistema ser eficiente, dependemos de diversos nutrientes e substâncias bioativas, dentre os quais se destacam vitamina E, vitamina C, ácido lipoico, coenzima Q10, beta caroteno, zinco, selênio, cobre, ferro, manganês e flavonóides. Mais uma vez, todos devem estar em equilíbrio! O excesso de ferro, vitamina E e cobre, por exemplo, ao invés de favorecer uma defesa antioxidante eficiente, favorecem o aumento de EROs!

Efeitos da carnosina nos exercícios de endurance

24 de agosto de 2010

Fonte: www.gettyimages.com.br

A carnosina é um dipeptídeo formado pela β-alanil-l-histidina encontrado em elevadas concentrações no músculo esquelético e envolvida em diversos processos no organismo: participa da neurotransmissão e do controle da fadiga muscular, enquanto desempenha papeis na anti-oxidação, na manutenção do equilíbrio ácido–base intracelular, na antiglicação de proteínas e, no aumento da sensibilidade ao cálcio no aparato contrátil muscular.

O processo da fadiga muscular pode ser definido como a incapacidade do músculo em manter uma determinada intensidade no exercício físico e pode ser causada pela inibição de enzimas que participam da transferência de energia, em decorrência da diminuição da sensibilidade ao cálcio do aparato contrátil, ou ainda, pela diminuição ou liberação de cálcio ao retículo sarcoplasmático e a depleção de substratos energéticos. E, um dos fatores determinantes para este processo é a acidose decorrente dos produtos do metabolismo energético.

Para a regulação do pH intra e extracelular, destacam-se a regulação respiratória, renal e o tampão químico sanguíneo. Os sistemas de tamponamento são constituídos pelo bicarbonato, fosfato e por proteínas e aminoácidos e, é neste último sistema que a carnosina se destaca.

Como a suplementação de carnosina é muito cara, uma saída interessante é a suplementação de seus precursores, histidina e beta alanina, associados a sulfato de potássio.  A quantidade deve levar em consideração as particularidades de cada organismo.

Estudos demostram que a suplementação de carnosina ou seus precursores durante seis a sete semanas obtiveram resultados positivos sobre a diminuição de percepção de esforço em atividade de longa duração pois, os indivúdos que utilizaram apresentaram maior capacidade de remoção de metabólitos ácidos que comprometem o pH sanguíneo e, consequentemente, a performance física

E para não engordar…

18 de agosto de 2010

Para evitar  excesso de peso o que devemos adotar é uma dieta antioxidante e anti-inflamatória! Como vimos, na maioria dos casos, o ganho de peso é decorrente da interação do meio ambiente com a predisposição genética. Seguem quatro passos importantes para evitarmos este problema:

Primeiro: devemos modular a liberação do cortisol. Como? Se alimentando de três em três horas e, garantindo em cada refeição os nutrientes e substâncias bioativas que modulam sua produção. Podemos citar a vitamina C, presente em frutas cítricas, o resveratrol, presente nas uvas roxas, amora, pitanga e açaí e, o beta-sitosterol, presente no abacate.

Segundo: quanto mais natural a alimentação, melhor! Todas as substâncias que entram no organismo que não são nutrientes ou substâncias bioativas, precisam ser excretadas e, para isso, dependemos do processo de destoxificação que acontece principalmente no fígado. Se este processo for incompleto, ativa o PPARgama. Para garantir que este processo seja eficiente necessitamos de vitaminas, minerais, aminoácidos e substâncias bioativas e, para finalizar este processo, dependemos de água. Ou seja, mais uma vez dependemos de uma alimentação saudável e equilibrada. Além disso, os alimentos orgânicos possuem maior quantidade de nutrientes e substâncias bioativas quando comparados aos não orgânicos e, portanto, devemos preferi-los sempre que possível.

Terceiro: Devemos caprichar nos nutrientes e substâncias bioativas antioxidantes e, naqueles que, apesar de não serem antioxidantes, auxiliam na nossa defesa antioxidante. Dentre os antioxidantes destacam-se a vitamina C, presente em frutas cítricas; vitamina E, presente em oleaginosas e óleos vegetais; beta caroteno, em vegetais verdes escuros e vegetais laranjados; luteína e zeaxantina, em vegetais verdes escuros e amarelos; licopeno, presente na melancia, goiaba e tomate e; compostos fenólicos, presentes, por exemplo, nas uvas, jabuticaba, maçã, cebola, temperos naturais, cacau, chá verde, chá branco, frutas crítricas. Os nutrientes que não são antioxidantes mas, são essenciais para o nosso sistema antioxidante enzimático agir são: zinco, presente em carnes e cereais integrais; ferro, presentes em carnes e vegetais verdes escuros; selênio, presente em castanhas e oleaginosas em geral; manganês, presente em cereais integrais e leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico e soja) e; cobre, presente em cereais integrais, oleaginosas, leguminosas e mariscos.

Quarto: devemos garantir uma carga anti-inflamatória na nossa dieta. Como? Mais uma vez, se alimentando de três em três horas; garantindo uma proporção adequada entre ômega 06 e ômega 03. Ambos são essenciais e devem fazer parte da nossa alimentação. Entretanto, o ômega 06 é pró-inflamatório e o 03, anti-inflamatório. A proporão ideal entre eles é de 5:1 de ômega 06 para 03 e, atualmente o que se vê nas dietas ocidentais é uma proporção que chega a 25:1 de ômega 06:ômega 03. Para melhorar esta proporção devemos incluir na alimentação peixes como atum e sardinha e, a linhaça, que é o alimento com a maior quantidade de ômega 03. Além disso, para se ter uma dieta com características anti-inflamatórias, deve-se evitar o consumo de gorduras saturadas, presentes em alimentos de origem animal; gorduras trans, em produtos industrializados e; carboidratos simples, presentes nas farinhas refinadas.

Além da dieta antioxidante e anti-inflamatória, para se otimizar resultados é essencial que se associe a alimentação a atividade física. É importante ressaltar que, se começarmos a nos exercitar sem o suporte de uma dieta antioxidante podemos comprometer os resultados esperados com atividade física.

Por que engordamos??

16 de agosto de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

Em 98% dos casos a obesidade é do tipo poligênica e, para ser desenvolvida, é necessário uma interação entre predisposição genética e fatores externos. Segundo George Bray, “a genética carrega a arma e o ambiente aperta o gatilho”. Na maioria das vezes, portanto, é uma doença endócrino-metabólica crônica e heterogênea, com forte base genética, que se apresenta quando associada a fatores ambientais. Ela é multicausal, sendo decorrente de fatores genéticos e ambientais, dentre os quais destacam-se o desequilíbrio energético e perfil inflamatório da dieta. Apenas 2% dos casos de obesidade são do tipo monogênica, ou seja, independem de fatores externos e ocorrem por causa de mutações genéticas.

O alto teor de gordura saturada, gordura trans, ômega 06 e elevada quantidade de carboidratos simples favorecem esta resposta metabólica no organismo. Nas nossas células nós temos um receptor do tipo TLR que pode ser ativado na presença dessas substâncias e, quando isso ocorre ativa-se dentro da célula um fator de transcrição gênica que é o NFkappaB, altamente inflamatório. O NFkappaB estimula a produção de mediadores inflamatórios no organismo que, dentre outras conseqüências, favorece a liberação do cortisol, hormônio ligado diretamente ao acúmulo de gordura abdominal e envolvido em outras desordens metabólicas como, por exemplo, a resistência a insulina. Outras situações favorecem a liberação do cortisol: jejum prolongado, atividade física extenuante sem uma alimentação prévia adequada e, o stress. Portanto, estas três situações também servem de gatilho para a liberação do cortisol e, consequentemente, desenvolvimento da gordura visceral.

Além disso, quando consumimos altas concentrações de aditivos alimentares como corantes, acidulantes, conservantes, adoçantes sintéticos e agrotóxicos e toxinas como o bisfenol, presente no plástico, se não tivermos um fígado bem funcionante capaz de transformar essas substâncias estranhas em substâncias excretáveis, elas acabam sendo armazenadas nas células de gordura. Chegando lá, se ligam facilmente a um receptor chamado PPARgama que leva a diferenciação de pré-adipócitos a adipócitos, ou seja, favorece o aumento da capacidade de acúmulo de gordura. Antigamente acreditava-se que tínhamos uma quantidade pré-determinada de células adiposas que não podia ser modificada. Hoje, com a obesidade caracterizada como inflamação sub-clínica, tem-se a certeza que fatores externos podem estimular a multiplicação das células adiposas.

Todos estes fatores listados, além da inflamação no organismo, causam o estresse oxidativo, ou seja, favorecem a ação dos radicais livres no organismo. A inflamação sub-clínica anda de mãos dadas com o estresse oxidativo. Tanto que muitas das complicações da obesidade são decorrentes da ação dessas substâncias sobre as nossas estruturas celulares: os radicais livres reagem com nossas estruturas comprometendo as funções de nossas células. Portanto, precisamos de uma dieta antioxidante e anti-inflamatória!

Frutas, verduras ou legumes? Desfazendo a confusão!

12 de agosto de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

Muitas vezes nos confundimos quanto à terminologia adequada para designar produtos de origem vegetal. A variedade desse grupo de alimentos é imensa, sendo que alguns têm apenas ocorrência local ou regional. No Guia Alimentar Para a População Brasileira, o Ministério da Saúde, baseado nas definições de Philippi, 2003, publicou a definição de frutas, verduras e legumes.

Legumes e verduras são as plantas ou parte delas que podem ser destinadas ao consumo humano. As partes mais usualmente consumidas são os frutos, caules, sementes, tubérculos, folhas e raízes. Quando a porção comestível do vegetal são as folhas, flores, botões ou hastes utiliza-se a terminologia verdura. Já, quando os frutos, sementes ou partes que se desenvolvem na terra são consumidos, a nomenclatura correta é legume. Fruta é a parte polposa que rodeia a semente de plantas que possui aroma característico, sendo rica em suco, com sabor adocicado.

Seguem exemplos de cada categoria:

- Verduras: acelga, agrião, aipo, alface, almeirão, brócolis, chicória, couve, couve-flor, escarola, espinafre, mostarda, repolho, rúcula, salsa e salsão.

- Legumes: cenoura, beterraba, abobrinha, abóbora, pepino, cebola.

- Frutas: acerola, laranja, tangerina, manga, limão, mamão, banana.

Mas, e as leguminosas? Quem são? Trata-se de outro grupo que, ao contrário das frutas, verduras e legumes, nos fornecem boa quantidade de proteína de origem vegetal. São elas: feijões, ervilha, lentilha, grão de bico e soja!

Mesmo que nos confundimos de vez em quando, estes alimentos, independente de como chamamos,  são essenciais para a manutenção do nosso equilíbrio orgânico. Devem fazer parte da nossa dieta, de preferência em sua forma natural e, se possível, orgânicos.

Propriedades nutricionais e funcionais do cártamo

6 de agosto de 2010

O Carthamus tinctorius usualmente conhecido como cártamo, açafroa ou falso açafrão possui diversas propriedades nutricionais e suas flores, semente e óleo são, há tempos, empregados com finalidade fitoterápica.

Do cártamo podem ser extraídos mucilagens e flavonóides que, segundo a medicina chinesa, possuem ações cicatrizante e antioxidante; as flores, propriedades emenagoga, laxante, cicatrizante e sedativa, além de originar dois corantes: um amarelo, hidrossolúvel, que pode ser utilizado com fins gastronômicos e outro, vermelho, insolúvel em água, com aplicabilidade em cosmética e tinturaria. Além disso, das sementes do cártamo se extrai o seu óleo, que foi catalogado pela ANVISA, em 2008, como um movo alimento, já que se trata de um produto sem tradição no país.

O óleo de cártamo é rico em vitamina E e em ácido linoleico ou ômega 06 (55-88%).  Como o CLA foi proibido no Brasil, muitos tem explorado a suplementação do óleo de cártamo em sua substituição. Entretanto, segundo a ANVISA, o óleo de cártamo não possui CLA em sua composição, sendo apenas uma matéria-prima utilizada para produção sintética de CLA a partir do ácido linoleico.

É exigência da ANVISA a apresentação de laudo analítico do teor de CLA pelas empresas produtoras das cápsulas de óleo de cártamo que comprove que CLA não foi adicionado, produzido ou concentrado durante o processamento do óleo, já que esta substância não apresenta resultados consistentes e seguros da sua utilização em humanos.

Chama-se atenção, ainda, que os produtos que possuem óleo de cártamo não são registrados com alegações funcionais. Portanto, mais uma vez, devemos ter cuidado e muito senso crítico com o que a mídia divulga e nunca acreditar em soluções milagrosas para a perda de peso. Vale ressaltar que o ômega 06 é um ácido graxo essencial, entretanto, seu excesso, pode favorecer a inflamação subclínica no organismo que se relaciona com divresos problemas e, dentre eles, destaca-se a obesidade.

Ácido linoleico conjugado (CLA): vale a pena?

4 de agosto de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

O ácido linoléico conjugado (CLA) é um termo utilizado para descrever um grupo de isômeros geométricos e posicionais do ácido linoléico, que podem ser produzidos quimicamente ou naturalmente no intestino de animais ruminantes, sendo, portanto, os alimentos com maior quantidade de CLA, as gorduras presentes em carnes de gado e laticínios.

O CLA tem sido considerado um potente agente anti-obesidade. Entretanto, ainda não existem comprovações científicas de que a suplementação com CLA reduza o peso corporal ou o índice de massa corporal em humanos. Existem indícios de que indivíduos pós-obesos, em novo ganho de peso, sejam mais suscetíveis aos efeitos do CLA do que os de peso estável, assim como homens obesos em relação a mulheres obesas. Contudo, essas suposições ainda são inconsistentes.

Os possíveis mecanismos de ação do CLA seriam: a indução da lipólise por catecolaminas, favorecendo redução seletiva de gordura visceral, e indiretamente da gordura abdominal; aumento na atividade da lípase hormônio-sensível, e consequentemente da lipólise em adipócitos, acompanhado por uma maior oxidação de ácidos graxos tanto no músculo esquelético quanto no tecido adiposo, pelo aumento também da atividade da carnitina palmitoil-transferase e; efeito termogênico, possivelmente relacionado à indução na expressão gênica de proteínas desacopladoras (UCPs). Além disso, o CLA possui afinidade de ligação aos receptores de ativação e proliferação peroxissomal (PPARs), que são fatores de transcrição que controlam a beta oxidação, as vias de transporte dos ácidos graxos, e diferenciação de adipócitos.

Efeitos positivos foram observados apenas com altas doses de CLA, tanto que em 2007 a ANVISA proibiu a venda deste produto no Brasil: as doses de suplementação chegavam a ser vinte vezes maiores que o consumo usual da população, gerando riscos.

Alguns efeitos indesejáveis relacionados ao uso do CLA foram encontrados tanto em estudos com humanos quanto em animais e, dentre estes destacam-se: aumento da resistência à insulina, aumento da glicemia e insulina de jejum; elevação da peroxidação lipídica e redução da HDL-colesterol em indivíduos com síndrome metabólica. Fatores estes que poderiam contribuir para o desenvolvimento de doenças crônico não transmissíveis futuramente, dentre elas, a obesidade.