Arquivado em setembro de 2010

Efeitos do álcool na gestação

29 de setembro de 2010

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A ingestão de bebidas alcoólicas no Brasil dobrou nos últimos cinco anos, sendo as mulheres e os jovens os maiores contribuintes deste processo. É coerente observar um aumento nos problemas relacionados a este acréscimo e, o binômio materno-fetal é, sem dúvida, um dos que mais sofrem com o abuso do álcool.

O álcool é uma substância teratogênica, ou seja, favorece a má formação fetal. No século XVIII, foi observado que crianças nascidas de mães que consumiam gim usualmente eram descritas como desatentas e fracas. Entretanto, apenas no início do século XX que se reconheceu os efeitos deletérios do álcool nos desfechos gestacionais.

Em 1973 foi descrita a Síndrome Alcoolica Fetal (SAF), uma condição irreversível, caracterizada por disfunções no sistema nervoso central, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, alterações de QI e comportamento e dismorfismo facial.  Foi proposto também o termo Efeitos Fetais do Álcool (EFA), para as crianças que não desenvolveram todas as características da SAF mas, que foram expostas a esta droga na vida intra-uterina e, de alguma forma, prejudicadas em seu desenvolvimento.

O álcool ingerido pela gestante atravessa a placenta e, então, o feto é exposto às mesmas concentrações do sangue materno. Entretanto, como a metabolização e eliminação do álcool é mais lenta,  a exposição fetal torna-se maior, tanto ao álcool não modificado (etanol) quanto ao seu metabólito acetaldeído. O etanol induz a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), que reagem com estruturas celulares, prejudicando a formação fetal, assim como o acetaldeído, que também age inibindo a proliferação de diversos tecidos.

Os efeitos do álcool na gravidez são dependentes da quantidade consumida, da época da exposição, do estado nutricional e da capacidade de metabolização materna e fetal.  No primeiro trimestre de gestação, os efeitos mais comumente observados são de anomalias físicas e dismorfismo; no segundo trimestre, abortamento e; no terceiro, retardo do crescimento fetal.

Como a quantidade segura de álcool que uma gestante pode consumir não está definida na literatura, recomenda-se abstinência total durante este período fisiológico. Já foi constatado que o consumo de 20 gramas de álcool já é suficiente para provocar supressão da respiração e dos movimentos fetais. Portanto, ficamos na lei do quanto menos, melhor!

Propriedades terapêuticas do mel

25 de setembro de 2010

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Muitos já ouviram sobre alguma das propriedades benéficas do mel: fonte de energia, adoçante natural, cicatrizante, anti-séptico e antibacteriano. Todas fundamentadas. O emprego terapêutico do mel data da mais remota antiguidade: Celsius, na primeira era cristã, já defendia seus efeitos sobre a cicatrização.

O mel é composto basicamente por açúcares, principalmente por monossacarídeos D-glicose e a D-frutose e, portanto seu direcionamento para o metabolismo celular é rápido. Além de açúcares, é fonte de minerais, como o zinco, manganês, cromo, selênio, potássio, magnésio, ferro e cobre. Apresenta também substâncias bioativas com alto potencial antioxidante, como as antocianinas, carotenoides e flavonas, além de enzimas que compoem a desfesa antioxidante, como a catalase.

Muitos são os microorganismos sensíveis a ação do mel: bactérias envolvidas no processo diarreico, como Echerichia coli e Salmonela species; Mycobacterium tuberculosis, da tuberculose, Streptococcus mutans, um dos causadores da cárie dentária; Staphylococcus aureus, de infecções de ferimento e; Streptococcus faecalis, presente em infecções urinárias são exemplos de microorganismos sensíveis à atividade antibacteriana do mel. Helicobacter pylori, causadora de úlcera péptica apresenta média sensibilidade aos efeitos do mel que, protege a mucosa gástrica com sua ação anti-inflamatória e antioxidante, estimulando o crescimento de novas células epiteliais.

Sua atividade sobre os microorganismos decorre de fatores como alta viscosidade, elevada pressão osmótica, baixo pH e baixa atividade de água. A enzima glicose-oxidase, excretada pelas abelhas, converte a glicose, na presença de água e oxigênio, em ácido glucônico e peróxido de hidrogênio, ambos com potencial de danificar os envoltórios de microrganismos, desestruturando-os. Ademais, a presença de alguns minerais no mel, como ferro e cobre, associados ao peróxido de hidrogênio, podem gerar radicais hidroxil altamente reativos, agindo como parte do sistema antimicrobiano.

O mel se mostra eficiente na reposição de glicose e eletrólitos, tendo aplicabilidade em Nutrição Esportiva, além de ser viável em casos de gastoenterites e diarreias, comuns em crianças, já que promove reidratação e estimula reparo da mucosa intestinal, por sua ação anti-inflamatória e, crescimento de microbiota benéfica, por sua ação prebiótica.

Entretanto, a ANVISA não recomenda o consumo deste alimento por crianças menores de um ano: como existe o risco de contaminação por Clostridium botulinun, quando manuseado inadequadamente pelos produtores, é mais prudente deixar este alimento com tantos benefícios fora da alimentação dos pequenos, que ainda possuem tanto o trato gastro intestinal quanto o sistema imunitário imaturos.

Saúde óssea: muito além do cálcio

21 de setembro de 2010

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A osteoporose é uma patologia sistêmica progressiva caracterizada pela deterioração da microarquitetura óssea e, como consequência, gera um risco aumentado de fraturas.

Fisiologicamente o osso é continuamente formado por osteoblastos e reabsorvido pelos osteoclastos. Geralmente, salvo nos casos dos ossos em crescimento, há equilíbrio entre deposição e reabsorção óssea; todavia, na osteoporose, a atividade osteoclástica supera a atividade osteoblástica, favorecendo, então, diminuição da densidade mineral óssea.

São muitos os fatores que favorecem a osteoporose e, dentre os alimentares, chama-se atenção para a dieta rica em resíduos ácidos e, deficiente nos nutrientes envolvidos na manutenção óssea.

Portanto, para a prevenção e tratamento da osteoporose, a dieta se mostra um importante coadjuvante. A alcalinização sanguínea favorece a diminuição da atividade osteoclastica e, os principais nutrientes envolvidos na manutenção do pH sanguíneo são potássio, magnésio, cálcio e, em menor proporção, zinco. A dieta alcalina é rica em produtos de origem vegetal, como frutas, hortaliças e cereais integrais.

Para o osso ser formado, dependemos da presença de minerais, vitaminas e aminoácidos. Dentre os minerais, destacam-se: magnésio, que permite o direcionamento de cálcio para os ossos, ou seja, dieta sem magnésio não garante cálcio nos ossos; cálcio, que garante a manutenção da integridade do esqueleto, participando da resistência mecânica do tecido ósseo à carga; o cobre, envolvido na incorporação de colágeno e elastina à matriz óssea; zinco que age positivamente na produção dos osteoblastos; manganês, requisitado na produção de proteínas da matriz orgânica; potássio, que assim como o boro, diminui a excreção urinária de cálcio, além de melhorar o balanço ácido e; silício, que age na síntese e estabilização de colágeno e na mineralização da matriz óssea.

Dentre as vitaminas envolvidas na formação e manutenção óssea, destaca-se a vitamina D, que otimiza a absorção intestinal de cálcio, assim como o aminoácido lisina; vitamina K, precursora do ácido gama oxiglutâmico, essencial para a carboxilação da osteocalcina e, portanto, envolvida na fixação do cálcio e; a vitamina C, imprescindível para a formação de colágeno.

Vale ressaltar que só há formação óssea se a trabécula estiver formada e, para o seu desenvolvimento, é necessário a presença de minerais como cobre, zinco e magnésio.

Além dos nutrientes citados, substâncias bioativas, com ação estrogênio símile, também favorecem uma melhor manutenção óssea: resveratrol, presente nas frutas roxas, lignanas, na linhaça e azeite extra virgem e isoflavonas, presente na soja, são exemplos de fitoquímicos com esta ação.

Alimentação como coadjuvante no tratamento da psoríase

17 de setembro de 2010

A psoríase é doença inflamatória crônica da pele, mediada por células do sistema imunitário, caracterizada por lesões, proliferação celular aumentada e padrões anormais de diferenciação dos queratinócitos. Parece ser decorrente de uma predisposição genética associada a gatilhos ambientais, dentre os quais se destacam tabagismo, álcool, alimentação, infecção, drogas e eventos estressantes.

Como se trata de uma doença inflamatória, é coerente observar que uma dieta anti-inflamatória e antioxidante é um importante coadjuvante no seu tratamento: com a diminuição na ingestão do ácido araquidônico (AA), há menor produção de eicosanoides inflamatórios. A substituição do AA pelo ácido graxo eicosapentaenoico (EPA), encontrado no ômega 03, implica na produção de eicosanoides inflamatórios menos potentes e, portanto, a suplementação de ômega 03 nesta enfermidade parece ser benéfica, assim como o consumo habitual de peixes como atum, sardinha e salmão, fontes de ômega 03.

Dietas vegetarianas também parecem ser benéficas nos portadores de psoríase, visto que há ingestão diminuída de AA e consequente redução na formação dos eicosanoides inflamatórios. Ademais, a dieta hipocalórica favorece a diminuição do estresse oxidativo e, consequentemente, redução da inflamação.

Todos os nutrientes antioxidantes mostram-se como elementos fundamentais no tratamento da psoríase. O selênio, por exemplo, possui propriedades imunomodulatórias e antiproliferativas e, sua carência pode ser fator de risco para o desenvolvimento da psoríase. Fatores como tabagismo e alcoolismo elevam o estresse oxidativo e implicam numa redução dos antioxidantes no organismo. Portanto, indivíduos psoriáticos devem evitar a ingestão de álcool, particularmente, nos períodos de exacerbação da doença.

Já foi evidenciado associação entre a doença celíaca  e  psoríase; entretanto, esta relação ainda é controversa. Quanto à dieta isenta de glúten, sabe-se que esta poderá melhorar  lesões de pele, mesmo em indivíduos não celíacos, mas com anticorpos antigliadina IgG e IgA. Hipóteses como alteração na permeabilidade intestinal, mecanismos imunes e deficiência de vitamina D tem sido propostas.  A vitamina D, assim como o selênio, possui propriedades antiproliferativas, além de ser pró-diferenciativa.

Leucina: muito mais que um aminoácido

13 de setembro de 2010

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A leucina, assim como a valina e isoleucina, é um aminoácido (aa) de cadeia ramificada (ACR). Os ACR representam aproximadamente 35% dos aminoácidos essenciais em proteínas musculares e, já foi demosntrado que sua suplementação pode influenciar o controle da massa muscular em diversas condições atróficas, como por exemplo, caquexia induzida por câncer ou SIDA e envelhecimento, inclusive na ausência de exercícios físicos. Também já foi postulado que o fornecimento de leucina isoladamente estimula a síntese protéica muscular tão efetivamente quanto a mistura dos três ACR.

O mTOR (mammalian Target of Rapamycin), proteína pertencente à família das fosfoinositidas (PI), exerce funções essenciais na fisiologia celular, regulando inúmeros processos vitais envolvidos na síntese de proteínas. O mTOR é ativado por diversos estímulos incluindo insulina, fatores de crescimento e nutrientes. Aa’s modulam positivamente o mTOR, sendo que a leucina é o aa mais eficiente na ativação do mTOR, na maioria das células.

A deficiência de nutrientes ou de energia modula negativamente mTOR. A falta de leucina causa, por exemplo, uma rápida inativação da sinalização de mTOR, sendo que nesta situação ocorre uma incapacidade da ativação por meio de fatores extracelulares, como a insulina. Baixos níveis celulares de ATP também modulam negativamente a sinalização do mTOR.

A insulina parece ser inefetiva na estimulação de síntese protéica enquanto a disponibilidade de aa’s estiver baixa, independente da dose de insulina. Cabe ressaltar que a administração oral de leucina produz ligeiro e transitório aumento na concentração de insulina sérica, fato este que age também de modo permissivo para a estimulação da síntese protéica induzida por este aminoácido.

Acerca da leucina e de suas propriedades gerais vale reforçar a relação existente com a leptina, um dos hormônios relacionados com a saciedade. A secreção deste hormônio é regulada em nível de tradução do mRNA por mTOR e seu agonista, leucina.

Já foi reportado que a suplementação com leucina é bastante segura, pois apresenta valor calórico mínimo, não estimula gliconeogênese e também não aumenta a taxa de filtração glomerular, como acontece, por exemplo, com a alanina. A ingestão de leucina pode ser útil para evitar a perda de massa magra em uma variedade de condições fisiopatológicas, inatividade física e reabilitação de traumas e cirurgias, quando se observa o fenômeno de resistência anabólica aos aa’s. Além disso, a suplementação deste aa pode ser utilizada como terapia coadjuvante no tratamento da obesidade, acentuando o metabolismo e estimulando a produção de leptina.

Portanto, a leucina não deveria ser vista simplesmente como um constituinte de proteínas, mas como um sinalizador na regulação de diversas funções celulares.

Zinco, SOD e atividade física

11 de setembro de 2010

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A atividade física implica no aumento do consumo de oxigênio e, portanto num maior influxo de elétrons na cadeia respiratória. Com isso, espécies reativas de oxigênio (EROs) são formadas em maior quantidade, demandando mais do sistema antioxidante, inclusive do enzimático que, dentre outros minerais, é dependente de zinco, cofator da enzima se superóxido dismutase (SOD).

A SOD é um potente estabilizador das membranas celulares, de proteínas estruturais e de sinalização celular. A sua expressão pode ser modulada pela atividade física, já que essa é a principal enzima envolvida na defesa antioxidante no músculo esquelético.

O exercício tem grande efeito sobre o metabolismo de zinco, por meio da mobilização dos estoques corporais e da excreção aumentada deste mineral. O papel do zinco nos mecanismos de proteção antioxidante associados à intensa atividade física pode ficar limitado em virtude da sua baixa ingestão, prejudicando a performance. A ingestão marginal ou deficiente desse mineral na dieta é mais frequente em atletas do gênero feminino do que masculino, pois o consumo de energia é usualmente menor em mulheres, assim como a restrição voluntária de ingestão de energia.

O zinco, além de cofator da SOD, está envolvido na produção do óxido nítrico, de ácido clorídrico, na estabilização das proteínas, na função imunitária, na metilação do DNA, na conversão de betacaroteno à vitamina A e na forma ativa do folato, além de ser cofator de mais de trezentas enzimas. Portanto, a deficiência de zinco não só afeta a percepção de esforço do atleta mas, também gera uma série de desequilíbrios orgânicos que implicam numa diminuição de qualidade de vida.

As melhores fontes de zinco são carnes, peixes, aves, ostras, nozes e cereais integrais. A média de consumo diária recomendada para mulheres adultas é de 8mg e para homens, 11mg. Segundo a ANVISA, o limite máximo tolerável para suplementação diária de zinco é de 30mg. Além do zinco, já existe disponível para suplementação a SOD. Vale ressaltar que SOD sem zinco, não trabalha!

Fitoterapia no tratamento da obesidade – parte II

5 de setembro de 2010

Além dos fitoterápicos que agem diretamente sobre o centro da saciedade e lipólise, existem outros que estimulam a saciedade ou interferem no metabolismo, porém de formas diferentes as já citadas.

A faseolamina (Phaseolus vulgaris), extraída do feijão branco, age sobre a alfa amilase, enzima essencial para a degradação de amido, interferindo, assim, na capacidade absortiva dos carboidratos. Já a Punica granatum (romã) inibe a alfa glicosidase intestinal, atuando na velocidade de absorção de glicose, favorecendo a redução da hiperglicemia pós-prandial, além de ser um excelente antioxidante. Substâncias antioxidantes são essenciais para a diminuição da inflamação subclínica, característica importante da obesidade.

A Sprulina favorece a sensação de plenitude gástrica e possui efeito laxativo. É rica em antioxidantes, ácido gamalinoleico e em aminoácidos. É particularmente indicada para indivíduos vegetarianos por ser fonte de vitamina B12.

O Chitosan (quitosana) é um aminopolissacarídeo solúvel, não-digerível, obtido do exoesqueleto de caranguejos, lagostas e camarão que, quando ingerida, é solubilizada no estômago, transformando-se em um gel, favorecendo a plenitude gástrica e, redução da absorção intestinal de lipídeos. Indivíduos alérgicos a crustáceos não devem ingerir esse fitoterápico.

O Glucommanan é um polissacarídeo extraído da raiz do Amorphophallus konjac que, assim como a Sprulina e o Chitosan, possui ação indutora da saciedade, além de ser favorecer a diminuição da absorção de glicose, colesterol e triglicerídeos no intestino.

O Fucus vesiculosus (Fucus), algas pardas com alto teor de iodo e ácido algínico, estimula a tireóide regularizando a produção do hormônio tireotropina e acelerando o metabolismo de glicose e ácidos graxos. Também atua no aumento do transito intestinal e possui ligeira ação diurética.

Assim como estes fitoterápicos, existem tantos outros que podem ter ação coadjuvante na supressão de apetite e controle de peso. Para se obter benefícios com a utilização destes produtos, devemos individualizar a prescrição, adequando-a a necessidade de cada paciente. “Não é porque é planta, que é inócuo!”

 

A fitoterapia no tratamento da obesidade – parte I

3 de setembro de 2010

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Para a perda de peso, nada mais eficiente que uma alimentação equilibrada associada à atividade física supervisionada. Atualmente contamos também com fitoterápicos supressores de apetite, ferramentas que se somam na otimização pela busca do corpo desejado.

Caralluma fimbriata, Citrus arantium, Phaseolus vulgaris e tantos outros constantemente são mencionados na mídia, como se fossem fórmulas mágicas solucionadoras de todos os insucessos na perda de peso. Fórmulas mágicas não existem! Portanto, é importante conhecermos o mecanismo de ação destas plantas, a fim de se estabelecer a conduta mais adequada a cada caso.

A Caralluma fimbriata, por exemplo, possui glicosídeos de pregnano que agem no centro hipotalâmico da fome e aumentam a biodisponibilidade de serotonina, neurotransmissor essencial para a modulação do humor e hiperpolarização e ativação do centro da saciedade. Os glicosídeos também bloqueiam a enzima citrato liase, atuando na prevenção de acúmulo do tecido adiposo. Outro fitoterápico que também atua no centro da saciedade é a Rhodiola rosea (Rodiola) que interfere na ação da enzima monoaminoxidase, responsável pela degradação de serotonina e melatonina, otimizando, portanto, os níveis destes neurotransmissores, associados com a saciedade e regulação do sono, respectivamente.

A Griffonia simplicifolia é fonte natural de 5-hidroxitriptofano, precursor da serotonina e melatonina e, portanto, é coadjuvante no tratamento antidepressivo, na supressão de apetite e na regulação do sono.

A Garcinia cambogia interfere na síntese de ácidos graxos e, em decorrência do ácido hidroxícitrico, possui ação redutora de apetite, principalmente pelo sabor doce, assim como a Gymnema sylvestre, que também suprime a palatabilidade pelo sabor doce, além de favorecer um melhora do perfil lipêmico e melhor controle glicêmico, em sinergia ao cromo.

O Coleus forskohlii promove aumento da testosterona livre em homens, em sinergia ao Tribullus terrestris, favorecendo aumento de massa magra, além de agir na sensibilidade de receptores celulares. Estimula, também, a produção de AMPc e, consequentemente, a lipólise, assim como o Citrus arantium (laranja amarga), que é rica em sinefrina, substituto da efedrina. Camellia sinensis e Paullinia cupana também são fitoterápicos que atuam na produção de catecolaminas, estimulando a beta oxidação.

O extrato protéico da batata, patenteado como slendesta, possui em sua composição o inibidor da proteinase II, que promove o aumento da liberação da colcistoquinina, responsável pelo sinal inicial da sensação de saciedade, além de inibir a expressão de peptídeos orexígenos no hipotálamo e previnir a estimulação dos neurônios pela ghrelina, hormônio responável pela sensação de fome.

O extrato 20:1 de Cordio salicifolia, patenteado como pholiamagra, é rico em taninos, princípios amargos, alantoína e cafeína. Possui atividade inibidora sobre o SNC, suprimindo o apetite e, assim como o Citrus arantium e Coleus forskohlii, promove melhora da performance durante a atividade física.