A vitamina C, também denominada ácido ascórbico ou ácido cevitâmico, sintetizada por plantas e alguns mamíferos a partir de glicose e galactose, foi descoberta a partir de pesquisas que buscavam a substância que impedia o desenvolvimento de escorbuto entre os marinheiros em longas viagens. Na maioria das vezes, estes homens se alimentavam apenas de pão, charque e rum e, desenvolviam inflamações gengivais, perdas dos dentes, hemorragias e depressão do sistema imunitário.
Em 1928, Albert Szentgyorgyi conseguiu isolar a vitamina C, denominando-a de ácido hexurônico. Em 1932, conseguiu-se o isolamento da vitamina C na forma cristalina e, em 1938 o ácido ascórbico foi oficialmente aceito como nome químico da vitamina C.
A vitamina C ocorre naturalmente em alimentos na forma reduzida, que é o ácido ascórbico ou oxidada, conhecida como ácido desidroascórbico. Ambas com atividade biológica. Sua principal ação é a antioxidante: pode se encaixar nos dois lados da reação de óxido-redução, que acrescenta ou retira átomos de hidrogênio de uma molécula. Participa, portanto, da reciclagem de vitamina E e do óxido nítrico. Além disso, a vitamina C é essencial no metabolismo da serotonina, norepinefrina e tiroxina, atua na síntese de colágeno e elastina, assegura um suprimento mais disponível de ferro não-heme, participa da formação da hemoglobina, está envolvida na cicatrização e ativa a conversão do colesterol à ácidos biliares para excreção.
As melhores fontes de vitamina C são as frutas cítricas e os vegetais frescos. Sua deficiência pode ser decorrente da baixa ingestão, do abuso de drogas e álcool e da má absorção. O uso crônico de anti-inflamatórios não esteroidais, como aspirina podem afetar a absorção de vitamina C.
A capacidade que o intestino tem de absorver o ácido ascórbico é de aproximadamente 1 200 mg/24h. Quando o suprimento em ácido ascórbico aumenta muito, a absorção diminui, podendo causar escorbuto de rebote. Doses acima de 3g/dia podem causar também diarréia osmótica, distúrbios gastrintestinais e formação de cálculos renais em indíviduos predisponentes.
Para os indivíduos com baixos estoques de ferro, a ingestão de ferro não-heme deve ser acompanhada de ácido ascórbico na mesma refeição, principalmente no almoço e jantar. Já os com ferritina elevada, também devem usar esta vitamina, uma vez que a ferritina desencadeia estresse oxidativo. Orienta-se a suplementação de ácido ascórbico nos intervalos das refeições ou no desjejum.
A recomendação diária de ingestão de vitamina C para mulheres adultas é de 75 mg e para homens adultos, 90mg, segundo as DRIS, 2002. O limite máximo tolerável de ingestão, segundo ANVISA, é de 1000mg/dia. Se a vitamina C for utilizada de forma suplementar, o ideal é utilizá-la em quantidades menores, mais de uma vez por dia: o tempo de vida média da vitamina C no organismo é de 4 horas e ela é melhor aproveitada na dose de 200mg.
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