Arquivo para ‘Nutrição Estética’ Categoria

Alimentação e proteção da pele

20 de fevereiro de 2011

Fonte:www.gettyimages.com.br

A pele, constituinte do sistema tegumentar, é um dos indicadores mais evidentes do envelhecimento biológico e cronológico e a exposição solar contribui consideravelmente para este processo.

A exposição solar, mesmo que involuntária, muitas vezes é inevitável e, portanto, é necessário proteger a pele para evitar problemas como foto-envelhecimento e a foto-imunossupressão – deficiência do sistema imunitário causado por irradiações.

Para entender quão grande é a necessidade de proteção, é preciso saber que as radiações UVA e UVB estimulam a produção de radicais livres e, em excesso, a radiação pode destruir camadas da pele, favorecendo queimaduras e envelhecimento precoce e, nos casos mais extremos, o câncer da pele. Portanto, o uso de protetor solar é mais que indicado.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é a alimentação. Ela influencia na saúde da pele, principalmente quando rica em antioxidantes. Isso porque já foi comprovada a ação benéfica de diversas substâncias, dentre as quais se destacam os carotenoides, que diminuem a sensibilidade da pele às queimaduras solares. O carotenoide com ação mais expressiva é o betacaroteno, que pode ser encontrado nos vegetais em tons alaranjados e nos verdes escuros. Outro carotenóide que merece atenção é o licopeno, presente em vegetais vermelho-alaranjados e em frutas como goiaba vermelha, melancia, mamão, pitanga e tomate.

A Vitamina A também é importante. Ela está envolvida na multiplicação das células epiteliais, formadoras da pele. É encontrada apenas em alimentos de origem animal, como ovos e leite. Já as Vitaminas C e E são essenciais na proteção da pele, pois possuem intensa atividade antioxidante e, com isso, atuam com importante ação na varredura dos radicais livres.

Boas fontes de vitamina C são as frutas cítricas e os vegetais frescos em geral. Quanto à Vitamina E, pode ser encontrada em oleaginosas, como castanhas e nozes, e nos óleos vegetais – azeite e óleo de canola. O pycnogenol, extraído da casca do pinheiro Pinus Marítima também pode ser utilizado na prevenção e no tratamento de manchas da pele: ele prolonga a atividade da Vitamina C e da Vitamina E. Nesse caso, sua utilização é feita via suplementação.

O ácido linoléico, também conhecido como ômega 06,  possui importante ação de hidratação e prevenção de atrofia da pele. Pode ser encontrado nos óleos vegetais e peixes de água fria, como o salmão. O mais importante é saber que, com uma alimentação saudável e equilibrada, além de garantirmos um peso adequado, protegemos a pele contra os efeitos nocivos do sol.

O poder da água!

6 de fevereiro de 2011

Fonte:www.gettyimages.com.br

A água, essencial para a vida, é o maior e mais simples componente do organismo.  No início da vida, chega a representar 80% da composição corporal e, na adolescência, 60% do peso corporal nos meninos e, nas meninas, 50%.

A água é distribuída em dois compartimentos, intracelular (LIC) e extracelular (LEC). No LEC, constitui o líquido intravascular (LIV), plasma; líquido intersticial, entre as células e; líquido transcelular (LTC) –  líquor, líquidos sinoviais, serosas, semên, humor aquoso e vítreo, água óssea, saliva, suor, sucos digestivos, urina.

Manutenção da homeostasia, promoção do meio onde ocorrem os processos bioquímicos e metabólicos (LIC), lubrificação de tecidos com articulações e serosas (LTC), composição de líquidos digestivos, respiratórios e excretórios (LTC), manutenção da temperatura corporal e transporte de gases, nutrientes, metabólitos (LIV) são funções exercidas pela água.

As trocas de nutrientes e dejetos entre o sangue e os tecidos são realizadas por uma extensão de capilares, equivalente a aproximadamente 700 m2. As trocas requerem a presença da água, como o meio nobre em que as células realizam as suas funções; a permanência da água nos diferentes compartimentos do organismo, depende, por sua vez, da presença de um teor adequado de diversos eletrólitos como o cálcio, magnésio, sódio, potássio, cloretos e fósforo.

A recomendação de consumo diária de água, segundo as DRI’s de 2002 para homens adultos e idosos é de 3,7L; para mulheres adultas e idosas, 2,7L; gestantes, 3,0L, lactantes, 3,8L e, para crianças, varia de 0,8L a 1,7L, dependendo da faixa etária.

A redução de apenas 4 a 5% da água corpórea reduz de 20 a 30% a capacidade de trabalho do organismo e, não se deve esperar sentir sede para ingeri-la!

Atividades biológicas da Vitamina C

14 de dezembro de 2010

A vitamina C, também denominada ácido ascórbico ou ácido cevitâmico, sintetizada por plantas e alguns mamíferos a partir de glicose e galactose, foi descoberta a partir de pesquisas que buscavam a substância que impedia o desenvolvimento de escorbuto entre os marinheiros em longas viagens. Na maioria das vezes, estes homens se alimentavam apenas de pão, charque e rum e, desenvolviam inflamações gengivais, perdas dos dentes, hemorragias e depressão do sistema imunitário.

Em 1928, Albert Szentgyorgyi conseguiu isolar a vitamina C, denominando-a de ácido hexurônico. Em 1932, conseguiu-se o isolamento da vitamina C na forma cristalina e, em 1938 o ácido ascórbico foi oficialmente aceito como nome químico da vitamina C.

A vitamina C ocorre naturalmente em alimentos na forma reduzida, que é o ácido ascórbico ou oxidada, conhecida como ácido desidroascórbico. Ambas com atividade biológica. Sua principal ação é a antioxidante: pode se encaixar nos dois lados da reação de óxido-redução, que acrescenta ou retira átomos de hidrogênio de uma molécula. Participa, portanto, da reciclagem de vitamina E e do óxido nítrico. Além disso, a vitamina C é essencial no metabolismo da serotonina, norepinefrina e tiroxina, atua na síntese de colágeno e elastina, assegura um suprimento mais disponível de ferro não-heme, participa da formação da hemoglobina, está envolvida na cicatrização e ativa a conversão do colesterol à ácidos biliares para excreção.

As melhores fontes de vitamina C são as frutas cítricas e os vegetais frescos. Sua deficiência pode ser decorrente da baixa ingestão, do abuso de drogas e álcool e da má absorção. O uso crônico de anti-inflamatórios não esteroidais, como aspirina podem afetar a absorção de vitamina C.

A capacidade que o intestino tem de absorver o ácido ascórbico é de aproximadamente 1 200 mg/24h. Quando o suprimento em ácido ascórbico aumenta muito, a absorção diminui, podendo causar escorbuto de rebote. Doses acima de 3g/dia podem causar também diarréia osmótica, distúrbios gastrintestinais e formação de cálculos renais em indíviduos predisponentes.

Para os indivíduos com baixos estoques de ferro, a ingestão de ferro não-heme deve ser acompanhada de ácido ascórbico na mesma refeição, principalmente no almoço e jantar. Já os com ferritina elevada, também devem usar esta vitamina, uma vez que a ferritina desencadeia estresse oxidativo. Orienta-se a suplementação de ácido ascórbico nos intervalos das refeições ou no desjejum.

A recomendação diária de ingestão de vitamina C para mulheres adultas é de 75 mg e para homens adultos, 90mg, segundo as DRIS, 2002. O limite máximo tolerável de ingestão, segundo ANVISA, é de 1000mg/dia. Se a vitamina C for utilizada de forma suplementar, o ideal é utilizá-la em quantidades menores, mais de uma vez por dia: o tempo de vida média da vitamina C no organismo é de 4 horas e ela é melhor aproveitada na dose de 200mg.

Atividades biológicas do pycnogenol

10 de dezembro de 2010

O pycnogel (PYC), extraído da casca do pinheiro Pinus marítima, possui alta capacidade antioxidante. Sua aplicação é vasta: já foi relatada ação benéfica em doenças do sistema imunitário, circulatório, além da aplicação em patologias neurodegenerativas.

O extrato de pycnogenol é rico em flavonóides altamente biodisponíveis e, que agem de forma sinérgica. Os principais fitoquímicos são as procianidinas: biopolímeros com as subunidades catequina e epicatequina, também encontrados no cacau e chá verde e; ácidos fenólicos, representados, especialmente, pelos derivados dos ácidos benzóico e cinâmico.

O PYC tem diversas ações sobre a saúde cardiovascular: antagoniza a ação vasconstritora da adrenalina e noradrenalina; aumenta a atividade da enzima óxido nitrico sintetase endotelial (eNOs), que é constitutiva e favorece vasodilatação; inibe a atividade da óxido nítrico sintetase indutível (iNOs), produzida pelos macrófagos e que implica num aumento do estresse oxidativo e; modula a atividade da enzima conversora de angiotensina. Como resultado, o PYC favorece relaxamento vascular, melhora da microcirculação e permeabilidade capilar.

A ação antioxidante do PYC vai além da modulação da iNOs: ele estimula a expressão de enzimas do sistema antioxidante, participa da varredura de radicais livres, além de atuar na regeneração e proteção das vitaminas C e E, prolongando seus efeitos antioxidantes; o que justifica sua grande aplicabilidade na prevenção e no tratamento das manchas da pele.

Por sua ação na cascata do ácido araquidônico, há evidências da ação do PYC na melhora da função pulmonar em pacientes asmáticos, em decorrência da diminuição da circulação de leucotrienos; de sua ação benéfica em indivíduos com lúpus eritematoso e; em tabagistas, por diminuir concentração de tromboxanos e agregação plaquetária.

Também já foi referida sua ação nas cólicas menstruais, pela ação espasmolítica de alguns de seus compostos fenólicos, além de relatada o efeito positivo no controle de sintomas de portadores de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

A administração do PYC pode gerar desconfortos gástricos em indivíduos mais sensíveis. A dosagem diária utilizada deve ser individualizada e considerar todos os outros nutrientes e substâncias bioativas presentes na dieta.

Tipos de cirurgia bariátrica

4 de novembro de 2010

Nos pacientes com obesidade mórbida, a abordagem clínica é muitas vezes ineficaz e a cirurgia bariátrica se apresenta como importante opção de tratamento. A Federação Internacional para a Cirurgia da Obesidade define critérios de inclusão para indicação de tratamento cirúrgico, de acordo com a gravidade da obesidade: presença de morbidade, resultado da obesidade ou agravada por ela; persistência de excesso de peso em pelo menos 45 Kg, ou índice de massa corpórea acima de 40 kg/m2; fracasso de métodos conservadores bem conduzidos de emagrecimento; ausência de causas endócrinas de obesidade; avaliação favorável das possibilidades psíquicas de o paciente suportar as transformações radicais de comportamento imposta pela operação são fatores a serem considerados na indicação de cirurgia bariátrica.

As cirurgias bariátricas podem são classificadas conforme seu princípio de funcionamento, podendo ser divididas em restritivas, disabsortivas e mistas.

As disabsortivas, como a cirurgia de Payne ou By Pass jejuno–ileal, foram abandonadas na década de 70, em decorrência das complicações metabólicas. Este tipo de intervenção permitia ao paciente se alimentar, porém interferiam na absorção dos nutrientes. O princípio fundamental desta cirurgia era basicamente a perda de energia pelas fezes. As complicações ocorriam principalmente em virtude da grande quantidade de intestino desfuncionalizada que acarretava em um crescimento bacteriano exagerado no segmento intestinal excluído do trânsito alimentar. Como conseqüência, elevada incidência de complicações digestivas e extradigestivas, tais como diarreias incapacitantes, desnutrição, cirrose, pneumatose intestinal e artrites.

As cirurgias restritivas baseiam-se na redução mecânica da capacidade do estômago em receber alimentos, impedindo o paciente de ingerir grandes volumes num curto espaço de tempo. A banda gástrica ajustável e a gastroplastia vertical com bandagem ou cirurgia da Mason são exemplos desta técnica, que limita a capacidade de ingestão de alimentos sólidos nas refeições. Dessa forma, o indivíduo consome menos sólidos e pastosos e consequentemente emagrece. O resultado, no entanto, depende da colaboração do paciente.

As cirurgias mistas associam restrição e disabsorção em maior ou menor grau do intestino, dependendo da técnica empregada e da extensão de intestino delgado excluído do trânsito alimentar. By Pass gástrico com reconstituição do trânsito intestinal em Y de Roux, Cirurgia de Scopinaro, de Capella, Procedimento de Fobi e Cirurgia Duodenal-Switch são exemplos do emprego desta técnica que, além da restrição mecânica, restringe a alimentação por um mecanismo funcional do tipo Dumping – mal estar provocado pela ingestão de alimentos líquidos ou pastosos hipercalóricos – e, ainda, pela exclusão de parte do estômago do trânsito alimentar. Com isso, o hormônio grhelina, produzido no estômago, indutor de apetite, tem sua liberação minimizada.

Além dos métodos restritivos, disabsortivos e mistos, há o método endoscópico, em que um balão com cerca de 500mL de líquido é colocado dentro do estômago, diminuindo a capacidade gástrica e agindo favoravelmente à saciedade. Apesar de simples, este método também não é desprovido de complicações.

E para não engordar…

18 de agosto de 2010

Para evitar  excesso de peso o que devemos adotar é uma dieta antioxidante e anti-inflamatória! Como vimos, na maioria dos casos, o ganho de peso é decorrente da interação do meio ambiente com a predisposição genética. Seguem quatro passos importantes para evitarmos este problema:

Primeiro: devemos modular a liberação do cortisol. Como? Se alimentando de três em três horas e, garantindo em cada refeição os nutrientes e substâncias bioativas que modulam sua produção. Podemos citar a vitamina C, presente em frutas cítricas, o resveratrol, presente nas uvas roxas, amora, pitanga e açaí e, o beta-sitosterol, presente no abacate.

Segundo: quanto mais natural a alimentação, melhor! Todas as substâncias que entram no organismo que não são nutrientes ou substâncias bioativas, precisam ser excretadas e, para isso, dependemos do processo de destoxificação que acontece principalmente no fígado. Se este processo for incompleto, ativa o PPARgama. Para garantir que este processo seja eficiente necessitamos de vitaminas, minerais, aminoácidos e substâncias bioativas e, para finalizar este processo, dependemos de água. Ou seja, mais uma vez dependemos de uma alimentação saudável e equilibrada. Além disso, os alimentos orgânicos possuem maior quantidade de nutrientes e substâncias bioativas quando comparados aos não orgânicos e, portanto, devemos preferi-los sempre que possível.

Terceiro: Devemos caprichar nos nutrientes e substâncias bioativas antioxidantes e, naqueles que, apesar de não serem antioxidantes, auxiliam na nossa defesa antioxidante. Dentre os antioxidantes destacam-se a vitamina C, presente em frutas cítricas; vitamina E, presente em oleaginosas e óleos vegetais; beta caroteno, em vegetais verdes escuros e vegetais laranjados; luteína e zeaxantina, em vegetais verdes escuros e amarelos; licopeno, presente na melancia, goiaba e tomate e; compostos fenólicos, presentes, por exemplo, nas uvas, jabuticaba, maçã, cebola, temperos naturais, cacau, chá verde, chá branco, frutas crítricas. Os nutrientes que não são antioxidantes mas, são essenciais para o nosso sistema antioxidante enzimático agir são: zinco, presente em carnes e cereais integrais; ferro, presentes em carnes e vegetais verdes escuros; selênio, presente em castanhas e oleaginosas em geral; manganês, presente em cereais integrais e leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico e soja) e; cobre, presente em cereais integrais, oleaginosas, leguminosas e mariscos.

Quarto: devemos garantir uma carga anti-inflamatória na nossa dieta. Como? Mais uma vez, se alimentando de três em três horas; garantindo uma proporção adequada entre ômega 06 e ômega 03. Ambos são essenciais e devem fazer parte da nossa alimentação. Entretanto, o ômega 06 é pró-inflamatório e o 03, anti-inflamatório. A proporão ideal entre eles é de 5:1 de ômega 06 para 03 e, atualmente o que se vê nas dietas ocidentais é uma proporção que chega a 25:1 de ômega 06:ômega 03. Para melhorar esta proporção devemos incluir na alimentação peixes como atum e sardinha e, a linhaça, que é o alimento com a maior quantidade de ômega 03. Além disso, para se ter uma dieta com características anti-inflamatórias, deve-se evitar o consumo de gorduras saturadas, presentes em alimentos de origem animal; gorduras trans, em produtos industrializados e; carboidratos simples, presentes nas farinhas refinadas.

Além da dieta antioxidante e anti-inflamatória, para se otimizar resultados é essencial que se associe a alimentação a atividade física. É importante ressaltar que, se começarmos a nos exercitar sem o suporte de uma dieta antioxidante podemos comprometer os resultados esperados com atividade física.

Por que engordamos??

16 de agosto de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

Em 98% dos casos a obesidade é do tipo poligênica e, para ser desenvolvida, é necessário uma interação entre predisposição genética e fatores externos. Segundo George Bray, “a genética carrega a arma e o ambiente aperta o gatilho”. Na maioria das vezes, portanto, é uma doença endócrino-metabólica crônica e heterogênea, com forte base genética, que se apresenta quando associada a fatores ambientais. Ela é multicausal, sendo decorrente de fatores genéticos e ambientais, dentre os quais destacam-se o desequilíbrio energético e perfil inflamatório da dieta. Apenas 2% dos casos de obesidade são do tipo monogênica, ou seja, independem de fatores externos e ocorrem por causa de mutações genéticas.

O alto teor de gordura saturada, gordura trans, ômega 06 e elevada quantidade de carboidratos simples favorecem esta resposta metabólica no organismo. Nas nossas células nós temos um receptor do tipo TLR que pode ser ativado na presença dessas substâncias e, quando isso ocorre ativa-se dentro da célula um fator de transcrição gênica que é o NFkappaB, altamente inflamatório. O NFkappaB estimula a produção de mediadores inflamatórios no organismo que, dentre outras conseqüências, favorece a liberação do cortisol, hormônio ligado diretamente ao acúmulo de gordura abdominal e envolvido em outras desordens metabólicas como, por exemplo, a resistência a insulina. Outras situações favorecem a liberação do cortisol: jejum prolongado, atividade física extenuante sem uma alimentação prévia adequada e, o stress. Portanto, estas três situações também servem de gatilho para a liberação do cortisol e, consequentemente, desenvolvimento da gordura visceral.

Além disso, quando consumimos altas concentrações de aditivos alimentares como corantes, acidulantes, conservantes, adoçantes sintéticos e agrotóxicos e toxinas como o bisfenol, presente no plástico, se não tivermos um fígado bem funcionante capaz de transformar essas substâncias estranhas em substâncias excretáveis, elas acabam sendo armazenadas nas células de gordura. Chegando lá, se ligam facilmente a um receptor chamado PPARgama que leva a diferenciação de pré-adipócitos a adipócitos, ou seja, favorece o aumento da capacidade de acúmulo de gordura. Antigamente acreditava-se que tínhamos uma quantidade pré-determinada de células adiposas que não podia ser modificada. Hoje, com a obesidade caracterizada como inflamação sub-clínica, tem-se a certeza que fatores externos podem estimular a multiplicação das células adiposas.

Todos estes fatores listados, além da inflamação no organismo, causam o estresse oxidativo, ou seja, favorecem a ação dos radicais livres no organismo. A inflamação sub-clínica anda de mãos dadas com o estresse oxidativo. Tanto que muitas das complicações da obesidade são decorrentes da ação dessas substâncias sobre as nossas estruturas celulares: os radicais livres reagem com nossas estruturas comprometendo as funções de nossas células. Portanto, precisamos de uma dieta antioxidante e anti-inflamatória!

Sejam bem vindos

8 de abril de 2010

Atualmente, sabe-se da importância da alimentação para se ter qualidade de vida. Logo, torna-se imprescindível oferecer informações claras e objetivas sobre como as pessoas devem proceder em relação a sua Nutrição.

Muitos vivem no limiar entre a saúde e doença: quem não tem uma unha fraca? Ou um cabelo quebradiço? Ou uma pele seca… enfim, esses pequenos problemas que podem nos incomodar com frequência não significa, de forma alguma, saúde e, quando não tomamos providência, estes primeiros sinais podem tomar uma proporção tamanha que, inevitavelmente, temos de buscar tratamentos médicos. Portanto, vamos no caminho inverso: Na filosofia do SigaSuaDieta trabalhamos modelo de bem estar e, assim, vamos em direção a saúde. É importante lembrar que saúde não é meramente ausência de doença mas, o alcance do nosso equilíbrio físico, mental e emocional.

O SigaSuaDieta traz o que tem de melhor em informação quando o assunto é Nutrição. Nosso objetivo é divulgar este tema, de forma prática e objetiva, de maneira que possamos realmente aplicá-lo em nosso cotidiano, melhorando nosso rendimento, saúde e qualidade de vida. Seja bem vindo!