Arquivo para ‘Nutrição Materno Infantil e do Adolescente’ Categoria

Constipação na gestação: tem solução?

8 de março de 2012

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Uma das queixas mais comuns na gestação é o intestino preso. Um dos motivos na mudança da frequência evacuatória neste período fisiológico é o aumento da progesterona, inerente a este estado, que favorece a diminuição da motilidade intestinal. Com isso, os movimentos peristálticos ficam diminuídos e assim ocorre a constipação, caracterizada pelo aumento do tempo de trânsito intestinal.

Além disso, na gravidez, sódio e água são absorvidos em maior quantidade no cólon, favorecendo o ressecamento das fezes. Motilidade reduzida do cólon e tempo de trânsito prolongado propiciam aumento de absorção de água. As fezes, então, se tornam menos volumosas e mais concentradas, contribuindo para o intestino preguiçoso. Além da constipação, com a diminuição da velocidade do trânsito intestinal e compressão pelo útero em crescimento, a flatulência também pode aumentar.

A quantidade de fibras na dieta deve ser adequada, a fim de se aumentar o volume fecal e estimular o desenvolvimento da microbiota saudável que, dentre outras funções, é essencial para o bom funcionamento intestinal. Probióticos podem ser utilizados também. A recomendação de consumo diário de fibras, segundo DRIs 2002, é de 28g de fibras. Entretanto, não basta apenas adequar o consumo de fibras – a água é essencial para incrementar o volume fecal e sua recomendação de consumo é de 3,0L ao dia durante a gravidez , segundo DRI’s, 2002. Se o consumo de fibras não for acompanhado do adequado consumo de água, a tendência é que se complique ainda mais o funcionamento intestinal, já que as fezes tendem a ficar cada vez mais ressecadas.

É possível um intestino muito bem funcionante na gravidez, apesar das alterações hormonais. Deve-se adequar a alimentação às necessidades nutricionais impostas por este período. Inclusive, para a boa integridade do intestino e recuperação diária de sua mucosa.

O poder da água!

6 de fevereiro de 2011

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A água, essencial para a vida, é o maior e mais simples componente do organismo.  No início da vida, chega a representar 80% da composição corporal e, na adolescência, 60% do peso corporal nos meninos e, nas meninas, 50%.

A água é distribuída em dois compartimentos, intracelular (LIC) e extracelular (LEC). No LEC, constitui o líquido intravascular (LIV), plasma; líquido intersticial, entre as células e; líquido transcelular (LTC) –  líquor, líquidos sinoviais, serosas, semên, humor aquoso e vítreo, água óssea, saliva, suor, sucos digestivos, urina.

Manutenção da homeostasia, promoção do meio onde ocorrem os processos bioquímicos e metabólicos (LIC), lubrificação de tecidos com articulações e serosas (LTC), composição de líquidos digestivos, respiratórios e excretórios (LTC), manutenção da temperatura corporal e transporte de gases, nutrientes, metabólitos (LIV) são funções exercidas pela água.

As trocas de nutrientes e dejetos entre o sangue e os tecidos são realizadas por uma extensão de capilares, equivalente a aproximadamente 700 m2. As trocas requerem a presença da água, como o meio nobre em que as células realizam as suas funções; a permanência da água nos diferentes compartimentos do organismo, depende, por sua vez, da presença de um teor adequado de diversos eletrólitos como o cálcio, magnésio, sódio, potássio, cloretos e fósforo.

A recomendação de consumo diária de água, segundo as DRI’s de 2002 para homens adultos e idosos é de 3,7L; para mulheres adultas e idosas, 2,7L; gestantes, 3,0L, lactantes, 3,8L e, para crianças, varia de 0,8L a 1,7L, dependendo da faixa etária.

A redução de apenas 4 a 5% da água corpórea reduz de 20 a 30% a capacidade de trabalho do organismo e, não se deve esperar sentir sede para ingeri-la!

Tabagismo na gestação

9 de janeiro de 2011

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O cigarro representa prejuízos que vão além do organismo materno: os efeitos sobre o desenvolvimento fetal podem ser inúmeros, desde o baixo peso ao nascer e partos prematuros até as mortes perinatais e súbita da criança.

A nicotina causa vasoconstrição dos vasos uterinos e placentários, provocando diminuição do fluxo sanguíneo, comprometendo, assim, a oferta de oxigênio e nutrientes para o feto. A exposição pré e perinatal à nicotina já foi relacionada a alterações da cognição e do desenvolvimento psicomotor e sexual no jovem.

O monóxido de carbono, também presente no cigarro, se liga a hemoglobina materna, formando a carboxihemoglobina, prejudicando o transporte de gases para o feto. Suas altas concentrações geram, portanto, hipóxia, o que leva ao aumento do processo de eritropoiese, implicando num aumento da viscosidade sanguínea na gestante e feto. Como conseqüência, maior risco de retardo de crescimento fetal, infarto cerebral no neonato e mau desempenho da placenta.

O cigarro pode, ainda, implicar em alterações funcionais respiratórias na infância, com risco aumentado de desenvolvimento de doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer e doenças cardiovasculares.

O tabagismo causa também a diminuição da capacidade fagocitária e alteração dos níveis de IgA, correlacionado-se ao maior risco ruptura da membrana e consequente abortamento. Outro fator que favorece a fragilidade da membrana placentária é a diminuição da concentração de vitamina C no líquido amniótico, expondo o feto e placenta a um intenso estresse oxidativo, além de comprometer a formação de colágeno.

Apesar de os maiores benefícios para o desenvolvimento do feto acontecerem se a interrupção do tabagismo ocorrer ainda no início da gravidez, a interrupção em qualquer momento, ou mesmo no após, tem significativo impacto positivo na saúde de toda a família.

Tratamento nutricional da anorexia nervosa

28 de novembro de 2010

O tratamento da anorexia nervosa exige uma equipe integrada, em que a ação do profissional de Nutrição mostra-se como peça fundamental para a melhora do quadro. O nutricionista deve possuir um amplo conhecimento da ciência da Nutrição, habilidade no aconselhamento educacional e comportamental, atitude empática e de não julgamento, além de ser capaz de identificar a proporção de negação que o paciente desenvolve em relação ao transtorno e seus comportamentos manipulativos.

A American Dietetic Association (ADA) propõe que a terapia nutricional seja feita em duas etapas: educacional e experimental, sendo que nesta última a participação do psicólogo é fundamental, já que envolve a separação de comportamentos relacionados a alimento e peso de padrões relacionados a sentimentos e questões psicológicas, com o intuito de evoluir as mudanças de comportamento alimentar.

A primeira fase envolve a investigação da história alimentar do paciente, o estabelecimento de relação de colaboração, definição de conceitos da ciência da Nutrição e identificação de padrões comportamentais de fome e de alimentação. Uma ferramenta importante para o sucesso desta primeira etapa é o diário alimentar. Nele, o paciente registra o horário, local das refeições, qualidade e a quantidade dos alimentos ingeridos. Trata-se de uma técnica comportamental de automonitoração, em que os sentimentos associados àquele momento são também registrados.

Os portadores de anorexia costumam afirmar ter grandes conhecimentos sobre alimentação, entretanto tais conhecimentos estão restritos a conteúdo calórico e dietas de emagrecimento e, por isso é essencial que se trabalhe com informação com esses pacientes. As metas de reabilitação nutricional são: recuperação do peso, cessação dos comportamentos para perda de peso, melhora nos comportamentos alimentares e melhora no estado psicológico e emocional. Apenas a recuperação do peso não indica recuperação total e forçar o ganho de peso sem suporte psicológico é desaconselhável. Pacientes sem suporte psicológico podem adotar comportamentos como ingerir grande quantidade de água antes da pesagem com o intuito de forjar um ganho de peso.

Durante a reabilitação, em decorrência das alterações metabólicas advindas da desnutrição, pode ocorrer retenção hídrica, que implica em aumento de peso, o qual deve ser discutido com o paciente. A dieta deve evoluir gradualmente e não se recomenda trabalhar com menos de 1200kcal. Todavia, deve-se cuidar para que não ocorra a síndrome da realimentação, caracterizada por hipofosfatemia, hipocalemia, resistência à insulina e arritmias cardíacas. Além da adequação energética e de micronutrientes, a dieta além de anti-inflamatória e antioxidante, deve, inicialmente, garantir recuperação da integridade intestinal.

A complexa anorexia nervosa

24 de novembro de 2010

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A anorexia nervosa compreende um complexo transtorno alimentar em que perturbações graves acompanhadas de medo descabido de engordar, geram uma perda intencional e intensa de peso à custa de uma dieta rígida, com padrões alimentares bizarros, acompanhados de condutas compensatórias inadequadas como uso de diuréticos e laxantes para o controle do peso, além de muitas vezes, a prática desregrada de atividade física.

Os primeiros relatos datam da Idade Média e o termo anorexia não é o melhor para designar este transtorno, já que an significa ausência e orexis apetite, do grego e, os indivíduos portadores deste transtorno não possuem uma absoluta ausência de apetite, mas sim, adotam uma recusa obstinada e consciente de alimentos em decorrência da percepção distorcida de sua imagem corporal, negando a gravidade de seu limitado estado nutricional. O anoréxico não deseja a cura, como também, em sua maioria, se regozija nas restrições que sua conduta lhe impõe.

As complicações da anorexia são diversas. As principais alterações metabólicas são o aumento de colesterol, principalmente LDLc, decorrente da diminuição dos níveis de T3, da globulina carreadora de colesterol e diminuição da exceção via ácidos biliares e; hipoglicemia, provavelmente em resposta ao jejum prolongado.

Nas meninas, amenorréia; nos meninos, baixos níveis de testosterona, diminuição do volume testicular e redução da libido, persistente, em muitos casos, mesmo após a recuperação ponderal são alterações endócrinas importantes. Observa-se também, em ambos os gêneros, aumento de hormônio do crescimento e de cortisol, acompanhados de diminuição do fator semelhante a insulina (IGF1) e T3. Clinicamente, o indivíduo pode apresentar intolerância ao frio, pele seca e amarelada, sem brilho e, por vezes coberta por uma fina camada de pêlos.

Quando na adolescência, a anorexia causa prejuízos irreparáveis na massa óssea, já que nesta fase da vida o desenvolvimento do esqueleto é acentuado. A má nutrição reduz a formação óssea, que associada ao hipercortisolismo, à diminuição de estrogênio nas meninas e testosterona nos meninos, à diminuição da ingestão de cálcio, proteínas e vitamina D, favorecem à queda da densidade mineral óssea, levando a uma diminuição do crescimento estatural e favorecimento da osteopenia.

Arritmias cardíacas e hipotensão, decorrentes da hiponatremia, são comuns e ocorrem geralmente em consequência do elevado consumo de água e abuso de diuréticos e laxantes. Confusão, náuseas, palpitações, poliúria, dor abdominal e constipação também são sinais desta prática. Anemia e leucopenia também são frequentes e, cansaço, fraqueza, letargia e infecções recorrentes se associam com essas alterações bioquímicas.

Aqui foram pontuados apenas uma parcela dos efeitos deste complexo transtorno alimentar: para o sucesso de seu tratamento é fundamental que o acompanhamento seja feito por uma equipe multidisciplinar e que a família esteja realmente envolvida na sua resolução.

Ganho de peso e desfechos gestacionais

27 de outubro de 2010

A identificação do estado nutricional durante a gestação é essencial para corrigir possíveis desvios nutricionais e para traçar condutas dietéticas eficientes que garantam o sucesso da gestação. O diagnóstico e o acompanhamento nutricional da gestante contribuem para a promoção da saúde e para a diminuição de riscos para a mulher e para o bebê, mostrando-se essencial para o estabelecimento de intervenções precoces e eficazes no pré-natal.

O potencial de crescimento fetal normal depende de variáveis biológicas, patológicas e sócio-econômicas. Dentre as condições biológicas, destacam-se a idade e altura maternas, número de partos e sexo do recém nascido; dentre as patológicas, estado nutricional materno inadequado, síndromes hipertensivas da gestação e diabetes gestacional e; dentre as variáveis sociais, destacam-se educação materna, renda familiar e riscos comportamentais como tabagismo que podem estar associados ao estresse psicosocial.

Quanto ao estado nutricional inadequado, tanto o excesso quanto o déficit de peso podem comprometer a saúde do binômio materno-fetal, favorecendo a programação metabólica. A obesidade pode se associar ao diabetes gestacional, hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, hemorragia após o parto, infecções do trato urinário, anomalias e macrossomia fetais, parto prematuro e necessidade de partos cesáreos. Já o baixo peso gestacional se associa pricinpalmente ao baixo peso ao nascer (BPN) e à prematuridade.

Segundo o Institute of Medicine para as mulheres que eram classificadas como baixo peso pelo Índice de Massa Corporal (IMC) antes da gestação, se recomenda o ganho de 12.700g a 18.143g durante todo o período gestacional; para aquelas que iniciaram a gravidez com o peso adequado, de 11.339g a 15.875g; paras que eram sobrepeso antes da gravidez, entre  6.803g e 11.339g e; para as que eram obesas, o ganho ponderal deve ser entre 4.989g e 9.071g durante todo o período gestacional.

Os indicadores antropométricos são úteis para classificar as mulheres em risco nutricional e predizer efeitos adversos tanto para a mãe quanto para a criança. Com a finalidade de se avaliar seguramente o perfil antropométrico das gestantes, o Ministério da Saúde (MS), atualmente, utiliza como referência para este diagnóstico o método de Atalah. Este método se baseia no IMC calculado pela divisão da massa corporal em quilogramas pelo quadrado da estatura em metros, corrigido para a idade gestacional.

A avaliação antropométrica é essencial para o estabelecimento das necessidades nutricionais maternas que possibilitará o adequado desenvolvimento do concepto, uma vez que durante a gravidez o organismo materno passa por diversas alterações fisiológicas para suprir tanto as necessidades maternas quanto fetais. A identificação precoce de inadequação do estado nutricional permite, portanto, melhora da situação nutricional materna e afeta positivamente o resultado da gravidez.

Dieta cetogênica no tratamento da epilepsia

21 de outubro de 2010

A epilepsia, palavra de origem grega que significa “ser tomado”, é um distúrbio neurológico crônico caracterizado por descargas neuronais excessivas, súbitas e temporais que implicam em sintomas complexos como perda de consciência, aumento excessivo ou perda de tônus muscular, transtornos dos sentidos, cefaleia, mialgia, fadiga e mordedura da língua.

A faixa etária mais acometida por esta patologia é a infantil, principalmente abaixo de 2 anos de idade e, o tratamento preferencial é o medicamentoso. Todavia, nos casos de epilepsia refratária, o paciente não responde à terapia medicamentosa e, uma perspectiva no auxílio de seu tratamento é a dieta cetogênica (DC), inicialmente proposta por Wilder, na década de 20.

Existem relatos positivos da DC, com controle total ou parcial das crises em crianças. A DC é hiperlipídica, hipoglicêmica, normoproteica, hipocalórica e promove restrição hídrica. Dessa forma, induz o organismo a produzir uma modificação química resultando em cetose crônica, caracterizada pela excessiva formação de corpos cetônicos. Sugere-se que a cetose aumente a estabilidade neural e os níveis de ácido gama-aminobutírico (GABA), neurotransmissor inibitório, nos terminais nervosos. O efeito sedativo dos corpos cetônicos, sua concentração no plasma, o grau de acidose, a desidratação parcial, a mudança na concentração lipídica e a adaptação metabólica do cérebro são os principais responsáveis pelo controle das crises.

Entretanto, esta é uma dieta pouco palatável com efeitos colaterais e tóxicos ao metabolismo. Efeitos adversos como leucopenia, acidose metabólica, alterações do estado mental, hiperlipidemia, hiperuricemia, hipocalemia, hipoglicemia, desidratação, constipação, diarreia, desmineralização óssea, litíase renal e infecções recorrentes, além da perda de peso, disfunção hepática, hipoproteinemia, acidose renal e complicações cardíacas já foram relatados.

Deve-se destacar que a DC consiste num tratamento restritivo e rígido, com grande número de proibições e diferencia-se extremamente das dietas usuais, representando uma dificuldade para a sua adesão e manutenção, na medida em que dificulta o convívio social, principalmente para as crianças em idade escolar. Apesar de ser uma dieta especial, a DC deve atender os princípios gerais da nutrição, oferecendo energia, proteínas e micornutrientes, mesmo que por meio de suplementos, visando o desenvolvimento e manutenção das condições fisiológicas do paciente.

Crianças menores de 1 ano, principalmente nos primeiros seis meses de vida, não devem ser submetidas a DC, dada a importância do aleitamento materno.

Síndrome de Down e sobrepeso

11 de outubro de 2010

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A Síndrome de Down (SD), que constitui uma das causas mais frequentes de deficiência mental, impõe desafios múltiplos aos acometidos e a todos envolvidos no seu crescimento e desenvolvimento.

Trata-se de uma desordem cromossômica, a trissomia do 21, que é responsável pelo retardo mental e aparência de seus portadores. Além do atraso no desenvolvimento, outros problemas de saúde podem ocorrer com o portador da SD como, por exemplo, hipotonia, cardiopatia congênita, problemas de audição, visão, alterações na coluna cervical, distúrbios da tireoide, problemas neurológicos, envelhecimento precoce e obesidade.

Alguns fatores contribuem para o excesso de peso. O primeiro deles é que muitas crianças com SD não são amamentadas por apresentarem sucção insuficiente devido ao tônus muscular diminuído ou por causa da baixa produção de leite materno, em decorrência do estresse emocional ocasionado pelo impacto da notícia. A ausência de aleitamento materno interfere no amadurecimento do controle neuro-endócrino da fome e saciedade, predispondo os indivíduos que não receberam leite materno exclusivamente até os seis meses a maiores chances de se tornarem obesos.

Ademais, muitos pais de crianças com SD buscam compensar seu erro cromossômico por meio da liberdade irrestrita de suas vontades, em que o ato de comer passa a assumir gigantescas proporções de contribuição para o excesso de peso. Já foi constatado que as crianças com SD obesas apresentam maior necessidade de consumir alimentos extremamente calóricos, ricos em gordura e açúcares quando comparadas com as que possuem peso saudável. E, sem dúvida, este comportamento decorre de interferência familiar.

Outro fator que pode contribuir para o excesso de peso é o padrão de crescimento das crianças e adolescentes portadores de SD. Seu crescimento é caracterizado por uma precocidade de início do estirão e uma velocidade reduzida no crescimento linear que resulta em baixa estatura quando comparado a população geral. A baixa estatura, associada ao comportamento alimentar inadequado, predispõe o indivíduo ao sobrepeso e obesidade.

O excesso de peso constitui fator de agravamento para outras enfermidades que acometem esse grupo populacional, como as cardiopatias e a hipotonia muscular, alem de ser fator de risco para distúrbios metabólicos. Desta forma, a avaliação do estado nutricional e a adequada atitude familiar em relação a alimentação são peças chaves para a qualidade de vida do portador da SD.