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Afinal, qual a causa das cãibras?

29 de julho de 2011

As primeiras referências sobre cãibras surgiram há mais de 100 anos, detectadas em mineiros, bombeiros e funcionários de navios a vapor que trabalhavam em condições quentes e úmidas e apresentavam intensa sudorese.

As cãibras musculares podem ser definidas como contrações intensas involuntárias que ocorrem geralmente após exercícios fiscos extenuantes. Durante o sono, na gestação, em doenças neuromotoras, endócrinas e em desordens metabólicas elas também podem aparecer.

São várias as teorias formuladas na tentativa de se explicar a etiologia da cãibra, dentre elas se destacam a Teoria metabólica, ambiental, da desidratação e Teoria eletrolítica.

Segundo a Teoria Metabólica, o músculo ficaria intoxicado de substâncias que estimulariam a atividade contrátil, como, por exemplo, amônia e  ácido lático. A Teoria Ambiental sugere que as cãibras são consequência de temperaturas extremas, frio ou calor. No frio, em decorrência da vasoconstrição haveria diminuição do fluxo sanguíneo para os músculos e no calor, a intensidade das reações bioquímicas seria maior, favorecendo aumento da atividade contrátil. Ambas teorias falhas.

Já a Teoria da desidratação sugere que a perde de água via sudorese é tão intensa que poderia provocar desequilíbrio nos fluidos corporais e assim, interferir na capacidade contrátil dos músculos esqueléticos. Para a Teoria eletrolítica, junto da água perdida, eletrólitos são perdidos e, seu desequilíbrio explicaria a cãibra muscular. Sódio e potássio, por serem essenciais para o potencial elétrico e, consequentemente, para a contração muscular, seriam os principais nutrientes envolvidos neste processo. De qualquer forma, os estudos evidenciam que o eletrólito que mais se relaciona com a cãibra é o sódio, seja seu excesso ou falta.

Em relação a Nutrição, manutenção de hidratação e reposição eletrolítica parecem ser as medidas eficazes na prevenção das cãibras durante a prática de atividade física. Foi proposta uma bebida ideal com a concentração de sódio de 500 a 700mg/litro, de 4 a 8% de carboidratos e a temperatura menor que a ambiente ou entre 15 e 22oC.

O quê que a banana tem?

17 de junho de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

Apesar de originária da Ásia, a banana é uma das frutas mais brasileiras. Preferência de muitos por ser prática e gostosa, é sempre lembrada no combate a cãibras, graças ao seu alto teor de potássio, que também participa do controle do pH sanguíneo e do tônus vascular. Entretanto, para a prevenção das cãibras, é essencial um equilíbrio deste mineral com o magnésio, cálcio e sódio, presentes na fruta, porém, em menor quantidade.

O teor de macrocnutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) entre os tipos de banana não oscila muito: a média de carboidratos nos diferentes tipos fica em torno de 27g/100g. Logo, esta fruta é uma excelente fonte de energia. A banana terra tem o maior aporte de carboidrato (33,7g/10g) e a pacova, o menor (20,3g/100g). O teor proteico médio é de 1,4g/100g, sendo que a banana maçã possui a maior quantidade (1,8g/100g) e, a figo, a menor (1,1g/100g). Em relação a gorduras, a média fica em 0,15g/100g.

A banana é boa fonte de fibras: a média é de 2,0g/100g entre os diferentes tipos. A banana figo é a maior fonte (2,8g/100g) e a terra, a menor (1,5g/100g). Um dos tipos dos carboidratos não digeríveis presente nas bananas são os fruto-oligossacarídeos (FOS), prebióticos essenciais para a proliferação de bactérias benéficas no nosso intestino. Portanto, essa fruta é um importante coadjuvante no tratamento da disbiose intestinal, sendo que as formas de preparações preferenciais da banana com este destino são a biomassa da banana verde cozida e a farinha da banana verde. Além disso, a banana verde é rica em leucocianidina, um flavonóide que estimula o processo de cicatrização. Na Índia, a farinha da banana verde é usada para tratamento de úlcera péptica. Na medida em que a banana amadurece, estes dois efeitos terapêuticos são perdidos.

A casca da banana verde pode ser utilizada, segundo costume popular, para cicatrização de fissuras mamilares. Todavia, este procedimento não é respaldado pela comunidade científica, graças ao risco de se gerar um processo infeccioso, já que a casca interna da fruta pode carregar micro-organismos.

Essa fruta é ainda boa fonte triptofano e vitamina B6, nutrientes envolvidos na produção de serotonina. Portanto, além da banana ser uma excelente fonte energética e importante para o funcionamento intestinal, também favorece o nosso bom humor!