O Carthamus tinctorius usualmente conhecido como cártamo, açafroa ou falso açafrão possui diversas propriedades nutricionais e suas flores, semente e óleo são, há tempos, empregados com finalidade fitoterápica.
Do cártamo podem ser extraídos mucilagens e flavonóides que, segundo a medicina chinesa, possuem ações cicatrizante e antioxidante; as flores, propriedades emenagoga, laxante, cicatrizante e sedativa, além de originar dois corantes: um amarelo, hidrossolúvel, que pode ser utilizado com fins gastronômicos e outro, vermelho, insolúvel em água, com aplicabilidade em cosmética e tinturaria. Além disso, das sementes do cártamo se extrai o seu óleo, que foi catalogado pela ANVISA, em 2008, como um movo alimento, já que se trata de um produto sem tradição no país.
O óleo de cártamo é rico em vitamina E e em ácido linoleico ou ômega 06 (55-88%). Como o CLA foi proibido no Brasil, muitos tem explorado a suplementação do óleo de cártamo em sua substituição. Entretanto, segundo a ANVISA, o óleo de cártamo não possui CLA em sua composição, sendo apenas uma matéria-prima utilizada para produção sintética de CLA a partir do ácido linoleico.
É exigência da ANVISA a apresentação de laudo analítico do teor de CLA pelas empresas produtoras das cápsulas de óleo de cártamo que comprove que CLA não foi adicionado, produzido ou concentrado durante o processamento do óleo, já que esta substância não apresenta resultados consistentes e seguros da sua utilização em humanos.
Chama-se atenção, ainda, que os produtos que possuem óleo de cártamo não são registrados com alegações funcionais. Portanto, mais uma vez, devemos ter cuidado e muito senso crítico com o que a mídia divulga e nunca acreditar em soluções milagrosas para a perda de peso. Vale ressaltar que o ômega 06 é um ácido graxo essencial, entretanto, seu excesso, pode favorecer a inflamação subclínica no organismo que se relaciona com divresos problemas e, dentre eles, destaca-se a obesidade.
