A psoríase é doença inflamatória crônica da pele, mediada por células do sistema imunitário, caracterizada por lesões, proliferação celular aumentada e padrões anormais de diferenciação dos queratinócitos. Parece ser decorrente de uma predisposição genética associada a gatilhos ambientais, dentre os quais se destacam tabagismo, álcool, alimentação, infecção, drogas e eventos estressantes.
Como se trata de uma doença inflamatória, é coerente observar que uma dieta anti-inflamatória e antioxidante é um importante coadjuvante no seu tratamento: com a diminuição na ingestão do ácido araquidônico (AA), há menor produção de eicosanoides inflamatórios. A substituição do AA pelo ácido graxo eicosapentaenoico (EPA), encontrado no ômega 03, implica na produção de eicosanoides inflamatórios menos potentes e, portanto, a suplementação de ômega 03 nesta enfermidade parece ser benéfica, assim como o consumo habitual de peixes como atum, sardinha e salmão, fontes de ômega 03.
Dietas vegetarianas também parecem ser benéficas nos portadores de psoríase, visto que há ingestão diminuída de AA e consequente redução na formação dos eicosanoides inflamatórios. Ademais, a dieta hipocalórica favorece a diminuição do estresse oxidativo e, consequentemente, redução da inflamação.
Todos os nutrientes antioxidantes mostram-se como elementos fundamentais no tratamento da psoríase. O selênio, por exemplo, possui propriedades imunomodulatórias e antiproliferativas e, sua carência pode ser fator de risco para o desenvolvimento da psoríase. Fatores como tabagismo e alcoolismo elevam o estresse oxidativo e implicam numa redução dos antioxidantes no organismo. Portanto, indivíduos psoriáticos devem evitar a ingestão de álcool, particularmente, nos períodos de exacerbação da doença.
Já foi evidenciado associação entre a doença celíaca e psoríase; entretanto, esta relação ainda é controversa. Quanto à dieta isenta de glúten, sabe-se que esta poderá melhorar lesões de pele, mesmo em indivíduos não celíacos, mas com anticorpos antigliadina IgG e IgA. Hipóteses como alteração na permeabilidade intestinal, mecanismos imunes e deficiência de vitamina D tem sido propostas. A vitamina D, assim como o selênio, possui propriedades antiproliferativas, além de ser pró-diferenciativa.
