Além dos fitoterápicos que agem diretamente sobre o centro da saciedade e lipólise, existem outros que estimulam a saciedade ou interferem no metabolismo, porém de formas diferentes as já citadas.
A faseolamina (Phaseolus vulgaris), extraída do feijão branco, age sobre a alfa amilase, enzima essencial para a degradação de amido, interferindo, assim, na capacidade absortiva dos carboidratos. Já a Punica granatum (romã) inibe a alfa glicosidase intestinal, atuando na velocidade de absorção de glicose, favorecendo a redução da hiperglicemia pós-prandial, além de ser um excelente antioxidante. Substâncias antioxidantes são essenciais para a diminuição da inflamação subclínica, característica importante da obesidade.
A Sprulina favorece a sensação de plenitude gástrica e possui efeito laxativo. É rica em antioxidantes, ácido gamalinoleico e em aminoácidos. É particularmente indicada para indivíduos vegetarianos por ser fonte de vitamina B12.
O Chitosan (quitosana) é um aminopolissacarídeo solúvel, não-digerível, obtido do exoesqueleto de caranguejos, lagostas e camarão que, quando ingerida, é solubilizada no estômago, transformando-se em um gel, favorecendo a plenitude gástrica e, redução da absorção intestinal de lipídeos. Indivíduos alérgicos a crustáceos não devem ingerir esse fitoterápico.
O Glucommanan é um polissacarídeo extraído da raiz do Amorphophallus konjac que, assim como a Sprulina e o Chitosan, possui ação indutora da saciedade, além de ser favorecer a diminuição da absorção de glicose, colesterol e triglicerídeos no intestino.
O Fucus vesiculosus (Fucus), algas pardas com alto teor de iodo e ácido algínico, estimula a tireóide regularizando a produção do hormônio tireotropina e acelerando o metabolismo de glicose e ácidos graxos. Também atua no aumento do transito intestinal e possui ligeira ação diurética.
Assim como estes fitoterápicos, existem tantos outros que podem ter ação coadjuvante na supressão de apetite e controle de peso. Para se obter benefícios com a utilização destes produtos, devemos individualizar a prescrição, adequando-a a necessidade de cada paciente. “Não é porque é planta, que é inócuo!”
