Posts Tagged ‘fitoterapia’

Fitoterapia no tratamento da obesidade – parte II

5 de setembro de 2010

Além dos fitoterápicos que agem diretamente sobre o centro da saciedade e lipólise, existem outros que estimulam a saciedade ou interferem no metabolismo, porém de formas diferentes as já citadas.

A faseolamina (Phaseolus vulgaris), extraída do feijão branco, age sobre a alfa amilase, enzima essencial para a degradação de amido, interferindo, assim, na capacidade absortiva dos carboidratos. Já a Punica granatum (romã) inibe a alfa glicosidase intestinal, atuando na velocidade de absorção de glicose, favorecendo a redução da hiperglicemia pós-prandial, além de ser um excelente antioxidante. Substâncias antioxidantes são essenciais para a diminuição da inflamação subclínica, característica importante da obesidade.

A Sprulina favorece a sensação de plenitude gástrica e possui efeito laxativo. É rica em antioxidantes, ácido gamalinoleico e em aminoácidos. É particularmente indicada para indivíduos vegetarianos por ser fonte de vitamina B12.

O Chitosan (quitosana) é um aminopolissacarídeo solúvel, não-digerível, obtido do exoesqueleto de caranguejos, lagostas e camarão que, quando ingerida, é solubilizada no estômago, transformando-se em um gel, favorecendo a plenitude gástrica e, redução da absorção intestinal de lipídeos. Indivíduos alérgicos a crustáceos não devem ingerir esse fitoterápico.

O Glucommanan é um polissacarídeo extraído da raiz do Amorphophallus konjac que, assim como a Sprulina e o Chitosan, possui ação indutora da saciedade, além de ser favorecer a diminuição da absorção de glicose, colesterol e triglicerídeos no intestino.

O Fucus vesiculosus (Fucus), algas pardas com alto teor de iodo e ácido algínico, estimula a tireóide regularizando a produção do hormônio tireotropina e acelerando o metabolismo de glicose e ácidos graxos. Também atua no aumento do transito intestinal e possui ligeira ação diurética.

Assim como estes fitoterápicos, existem tantos outros que podem ter ação coadjuvante na supressão de apetite e controle de peso. Para se obter benefícios com a utilização destes produtos, devemos individualizar a prescrição, adequando-a a necessidade de cada paciente. “Não é porque é planta, que é inócuo!”

 

A fitoterapia no tratamento da obesidade – parte I

3 de setembro de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

Para a perda de peso, nada mais eficiente que uma alimentação equilibrada associada à atividade física supervisionada. Atualmente contamos também com fitoterápicos supressores de apetite, ferramentas que se somam na otimização pela busca do corpo desejado.

Caralluma fimbriata, Citrus arantium, Phaseolus vulgaris e tantos outros constantemente são mencionados na mídia, como se fossem fórmulas mágicas solucionadoras de todos os insucessos na perda de peso. Fórmulas mágicas não existem! Portanto, é importante conhecermos o mecanismo de ação destas plantas, a fim de se estabelecer a conduta mais adequada a cada caso.

A Caralluma fimbriata, por exemplo, possui glicosídeos de pregnano que agem no centro hipotalâmico da fome e aumentam a biodisponibilidade de serotonina, neurotransmissor essencial para a modulação do humor e hiperpolarização e ativação do centro da saciedade. Os glicosídeos também bloqueiam a enzima citrato liase, atuando na prevenção de acúmulo do tecido adiposo. Outro fitoterápico que também atua no centro da saciedade é a Rhodiola rosea (Rodiola) que interfere na ação da enzima monoaminoxidase, responsável pela degradação de serotonina e melatonina, otimizando, portanto, os níveis destes neurotransmissores, associados com a saciedade e regulação do sono, respectivamente.

A Griffonia simplicifolia é fonte natural de 5-hidroxitriptofano, precursor da serotonina e melatonina e, portanto, é coadjuvante no tratamento antidepressivo, na supressão de apetite e na regulação do sono.

A Garcinia cambogia interfere na síntese de ácidos graxos e, em decorrência do ácido hidroxícitrico, possui ação redutora de apetite, principalmente pelo sabor doce, assim como a Gymnema sylvestre, que também suprime a palatabilidade pelo sabor doce, além de favorecer um melhora do perfil lipêmico e melhor controle glicêmico, em sinergia ao cromo.

O Coleus forskohlii promove aumento da testosterona livre em homens, em sinergia ao Tribullus terrestris, favorecendo aumento de massa magra, além de agir na sensibilidade de receptores celulares. Estimula, também, a produção de AMPc e, consequentemente, a lipólise, assim como o Citrus arantium (laranja amarga), que é rica em sinefrina, substituto da efedrina. Camellia sinensis e Paullinia cupana também são fitoterápicos que atuam na produção de catecolaminas, estimulando a beta oxidação.

O extrato protéico da batata, patenteado como slendesta, possui em sua composição o inibidor da proteinase II, que promove o aumento da liberação da colcistoquinina, responsável pelo sinal inicial da sensação de saciedade, além de inibir a expressão de peptídeos orexígenos no hipotálamo e previnir a estimulação dos neurônios pela ghrelina, hormônio responável pela sensação de fome.

O extrato 20:1 de Cordio salicifolia, patenteado como pholiamagra, é rico em taninos, princípios amargos, alantoína e cafeína. Possui atividade inibidora sobre o SNC, suprimindo o apetite e, assim como o Citrus arantium e Coleus forskohlii, promove melhora da performance durante a atividade física.