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An apple a day keep the doctor away

15 de julho de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

ou seja, uma maçã por dia mantem afastado o médico: as propriedades nutricionais da maçã, nas mais de 7500 variedades, são tantas que este é um ditado corrente nos EUA.

Assim como a banana, a maçã, que é um pseudofruto, é prática e acessível, representando uma das fontes mais relevantes de polifenois nas dietas ocidentais. Graças ao elevado teor destes fitoquímicos com alta capacidade antioxidante, diversas pesquisas demontram a ação da maçã na prevenção de doenças crônico não transmissíveis, como o câncer, o diabetes tipo II e as doenças cardiovasculares. Especula-se que, além da ação dos polifenois, seu efeito antioxidante seja decorrente do efeito metabólico da frutose no urato, que intensifica sua ação na anti-oxidação. Estudos epidemilógicos também mostram correlação inversa entre o consumo de maçã e a incidência de asma.

A média de energia fornecida por 100g deste pseudofruto é de 60 kcal, sendo o carboidrato o principal macronutriente (cerca de 15g/100g de maçã). Em 100g de maçã tem-se um média de 1,5g de fibras, sendo a mais importante, a pectina, importante para o desenvolvimento da microbiota intestinal, sensação de saciedade e controle do colesterol. A maior concentração dessa fibra se dá em sua casca.

A maçã possui em sua composição ácido fosfórico, substância importante para o funcionamento cerebral: não é a toa que ela sempre foi a escolhida pelos alunos para presentear os seus mestres! Ela também age sobre o trato vocal, boca e faringe, favorecendo uma voz com melhor ressonância.

É, ainda, fonte de ácido málico, que tem ação destoxificante importante no organismo. Quanto mais ácida a maçã, maior a concentração de ácido málico e, portanto, maior é o estímulo à secreção ácida. Logo, é possível que, quando consumida isoladamente, ao invés de saciar, a fome pode aumentar: se você já teve essa sensação, evite consumi-la isoladamente. Sempre associe com outros alimentos, especialmente os fontes de fibras como a linhaça e a quinoa. Afinal, vale a pena incluí-la na dieta: “an apple a day keep the doctor away”!

Por que sentimos mais fome no frio?

25 de junho de 2010

Quando estamos expostos à baixa temperatura, perdemos calor pela superfície corporal: quanto maior o frio, maior a perda de calor. A nossa temperatura é programada pelo hipotálamo, o nosso “termostato”, para ficar em torno dos 36,5oC.

No inverno, em decorrência dessa perda aumentada de calor, o organismo gasta mais energia para regular a temperatura corporal. Esta energia é conseguida por meio de dois processos: o primeiro, proveniente da utilização dos estoques de energia corporal. Estocamos energia sob a forma de glicogênio e gordura, entretanto, apenas o primeiro tipo é solicitado nestas situações, já que o tecido adiposo tem a importante função de isolamento térmico. O segundo processo é o efeito térmico dos alimentos: na digestão e metabolização dos alimentos, se libera energia térmica, ou seja, se produz calor. Portanto, quanto maior o consumo de alimentos, maior a produção de calor!

No frio, tendemos a consumir maior quantidade de carboidratos já que dietas baseadas nestes macronutrientes tem maior efeito na termogênese induzida pela dieta. Ademais, como o hipotálamo sai da sua temperatura de equilíbrio, a regulação do centro da fome e saciedade é modificada, com um número maior de receptores de serotonina livres, o que induz a fome. Outro motivo para preferirmos os carboidratos nesta época: eles são o principal macronutriente envolvido na produção da serotonina.

Para driblarmos o excesso de alimentos no inverno, a alimentação deve ser feita em intervalos médios de três horas; devemos incluir na dieta alimentos quentes como sopas, caldos e chás quentes, já que bebidas e alimentos quentes esquentam as mucosas por contato; devemos incluir saladas cozidas variadas, já que os vegetais crus se tornam pouco atraentes nesta época; além disso, respeitando-se as particularidades de cada um, podemos adicionar ao consumo habitual, os alimentos termogênicos, como o café, o chá verde, chá mate, chá preto, cacau em pó, gengibre, pimentas e o guaraná em pó e; como não podia faltar, devemos incluir na dieta habitual os precursores da serotonina: vitamina B6, encontrada em cereais integrais, carnes, leguminosas e levedo de cerveja; magnésio, em cereais integrais e vegetais em tons verdes escuros e; triptofano, em nozes, banana, aipo e cacau.

No inverno, assim como em todas as estações do ano, uma dieta equilibrada e adequada as nossas necessidades garante um melhor controle sobre a fome e sobre o peso corporal!