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Propriedades terapêuticas do mel

25 de setembro de 2010

Fonte:www.gettymages.com.br

Muitos já ouviram sobre alguma das propriedades benéficas do mel: fonte de energia, adoçante natural, cicatrizante, anti-séptico e antibacteriano. Todas fundamentadas. O emprego terapêutico do mel data da mais remota antiguidade: Celsius, na primeira era cristã, já defendia seus efeitos sobre a cicatrização.

O mel é composto basicamente por açúcares, principalmente por monossacarídeos D-glicose e a D-frutose e, portanto seu direcionamento para o metabolismo celular é rápido. Além de açúcares, é fonte de minerais, como o zinco, manganês, cromo, selênio, potássio, magnésio, ferro e cobre. Apresenta também substâncias bioativas com alto potencial antioxidante, como as antocianinas, carotenoides e flavonas, além de enzimas que compoem a desfesa antioxidante, como a catalase.

Muitos são os microorganismos sensíveis a ação do mel: bactérias envolvidas no processo diarreico, como Echerichia coli e Salmonela species; Mycobacterium tuberculosis, da tuberculose, Streptococcus mutans, um dos causadores da cárie dentária; Staphylococcus aureus, de infecções de ferimento e; Streptococcus faecalis, presente em infecções urinárias são exemplos de microorganismos sensíveis à atividade antibacteriana do mel. Helicobacter pylori, causadora de úlcera péptica apresenta média sensibilidade aos efeitos do mel que, protege a mucosa gástrica com sua ação anti-inflamatória e antioxidante, estimulando o crescimento de novas células epiteliais.

Sua atividade sobre os microorganismos decorre de fatores como alta viscosidade, elevada pressão osmótica, baixo pH e baixa atividade de água. A enzima glicose-oxidase, excretada pelas abelhas, converte a glicose, na presença de água e oxigênio, em ácido glucônico e peróxido de hidrogênio, ambos com potencial de danificar os envoltórios de microrganismos, desestruturando-os. Ademais, a presença de alguns minerais no mel, como ferro e cobre, associados ao peróxido de hidrogênio, podem gerar radicais hidroxil altamente reativos, agindo como parte do sistema antimicrobiano.

O mel se mostra eficiente na reposição de glicose e eletrólitos, tendo aplicabilidade em Nutrição Esportiva, além de ser viável em casos de gastoenterites e diarreias, comuns em crianças, já que promove reidratação e estimula reparo da mucosa intestinal, por sua ação anti-inflamatória e, crescimento de microbiota benéfica, por sua ação prebiótica.

Entretanto, a ANVISA não recomenda o consumo deste alimento por crianças menores de um ano: como existe o risco de contaminação por Clostridium botulinun, quando manuseado inadequadamente pelos produtores, é mais prudente deixar este alimento com tantos benefícios fora da alimentação dos pequenos, que ainda possuem tanto o trato gastro intestinal quanto o sistema imunitário imaturos.

Para o sucesso na corrida: macronutrientes e hidratação – antes, durante e depois

15 de abril de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

Além das substâncias bioativas e micronutrientes, o atleta deve-se atentar ao consumo adequado de macronutrientes e da correta hidratação. A seguir, algumas dicas:

No dia anterior à prova, o atleta deverá garantir sua última refeição rica em carboidratos e substâncias antioxidantes. Por exemplo, uma marcarronada à bolonhesa. No dia da prova, o atleta deverá consumir um café da manhã rico em carboidratos, alimentação de consistência sólida, mais ou menos três horas antes da prova. Nesta refeição poderão estar presentes proteínas e lipídios também, porém em menor quantidade. Por volta de 15 minutos antes da competição, a refeição deverá ser líquida, composta principalmente por carboidratos. Excesso de frutas logo antes da prova não é recomendado, já que a frutose pode favorecer episódios de diarreia durante a prova.

O atleta de corridas de longa duração deve ingerir por volta de 150 a 350 mL de líquidos, por hora de prova. Existem no mercado várias opções de repositores energéticos que são constituídos por água, carboidratos, eletrólitos e antioxidantes. É importantíssima a reposição de eletrólitos para se evitar cãibras e queda de rendimento. Se o indivíduo optar pelos géis de carboidrato acompanhados de eletrólitos, estes deverão ser acompanhados do consumo de água, para evitar enjôos. Outro fator importante é a temperatura da bebida, que deverá estar entre 15 e 22ºC. Deste modo, melhora-se a absorção e evita-se desconforto gastrintestinal. O atleta não deverá ser reidratar apenas com água durante a prova: principalmente porque esta conduta favorece aumento da diurese e não repõe adequadamente os eletrólitos, favorecendo, então, aparecimento de cãibras, desidratação e diminuição de rendimento. Outros nutrientes importantes que devem ter o consumo considerado durante a prova são os aminoácidos de cadeia ramificada, leucina, isoleucina e valina, que retardam a fadiga central, portanto, favorecem melhor desempenho durante a prova.

Depois da competição, o atleta deverá repor suas perdas hídricas. Para cada quilo perdido, deverá ser ingerido um litro de líquido. O consumo de carboidratos até duas horas após a prova é essencial para a reposição de glicogênio. A proteína também deve ser ingerida para reparo das microlesões musculares. Entretanto, é importante ressaltar, que o adequado reparo muscular, dependente das proteínas, só será realizado com a presença dos carboidratos na dieta. Ácidos graxos de cadeia longa, como o ômega 3, um potente anti-inflamatório presente na linhaça e em peixes como atum e sardinha, também deverá estar na dieta do atleta. Ele auxiliará no reparo muscular.

Não podemos deixar de lembrar que cada atleta tem sua individualidade bioquímica e, portanto, aqui estão apenas recomendações gerais que, não levam em consideração, as particularidades de cada um. Para otimizar resultados, é essencial que o atleta faça um acompanhamento nutricional personalizado com profissional especializado.