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Circunferência da cintura x Síndrome Metabólica

20 de novembro de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

A transição nutricional, marcada pelas mudanças de hábito alimentar e estilo de vida, favoreceu o aumento de doenças crônico não transmissíveis como a Síndrome Metabólica (SM), caracterizada por um conjunto de fatores de risco cardiovascular, tais como hipertensão arterial, obesidade central, dislipidemia e alteração do metabolismo da glicose.

Segundo o International Diabetes Federation (IDF), para um indivíduo ser portador de SM, deve apresentar pelo menos três fatores, sendo que obrigatoriamente a obesidade central, representada pela circunferência da cintura com medida igual ou maior a 90 cm, se sexo masculino, e igual ou maior a 80 cm, se sexo feminino, deverá estar presente. Os outros parâmetros que devem ser considerados são: triglicerídeos > 150 mg/dL ou medicamento que o mantenha em nível normal; HDL < 40 mg/dL, se homem e < 50 mg/dL, se mulher, ou medicamento que o mantenha em nível normal; pressão arterial sistólica > 130 mm Hg ou a diastólica > 85 mm Hg, ou uso de anti-hipertensivo que mantenha a pressão em nível normal; glicose em jejum > 100 mg/dL ou diagnóstico prévio de diabetes mellitus tipo 2.

A obesidade central é fator determinante para SM pois o tecido adiposo intra-abdominal não é apenas um reservatório de energia, mas sim um órgão secretor de adipocinas que agem sistemicamente, participando da regulação de processos como a função endotelial, importante para o controle da pressão, aterogênese, regulação do balanço energético e sensibilidade à insulina.

Além disso, no tecido adiposo visceral há maior concentração da enzima 11b-hidroxisteróide desidrogenase tipo 1 (11bHD1), responsável pela conversão de cortisona em cortisol em nível tecidual que, em conjunto das citocinas secretadas pelo tecido adiposo, como interleucina 6 e fator de necrose tumoral alfa,  também favorece o aumento da circunferência da cintura, resistência à insulina e a hipertensão.

Portanto, para a manutenção da circunferência da cintura nas medidas ideais, é essencial modular a produção de cortisona e controlar a atividade inflamatória subclínica, decorrente da ação das adipocinas, cortisol e citocinas. Para isso, devemos adotar uma dieta anti-inflamatória e antioxidante, com adequados intervalos entre as refeições.

O sódio e a pressão arterial

16 de abril de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

O sal de cozinha  é formado principalmente por cloreto de sódio (NaCl) e era, até pouco tempo atrás, um importante conservante alimentar. Em séculos passados sua importância para este fim era ainda maior, a tal ponto que foi até mesmo usado como forma de pagamento no período romano, sendo esta a origem da palavra “salário”.

A maior fonte de sódio que consumimos está na forma de cloreto de sódio (sal) que é um mineral necessário para manter o balanço de água do organismo e auxiliar os músculos e nervos a funcionarem apropriadamente. Este sódio também possui papel na regulação da pressão arterial.

Além disso, o sal que consumimos é iodado, com o objetivo de prevenir os chamados distúrbios por deficiência de iodo, abortos prematuros e retardos mentais. O iodo forma os hormônios tireoidianos, que são essenciais para estimular o gasto de calorias pelo organismo.

Embora seu papel seja importante, a quantidade real de sódio que necessitamos diariamente é muito pequena (cerca de 1500 miligramas por dia, ou aproximadamente 1/2  colher de chá de sal de cozinha). Também sabemos que o desejo para o sal nos alimentos é adquirido durante a vida, e da mesma forma que aprendemos a apreciar este sabor, podemos desaprendê-lo.

O sódio é encontrado em muitas outras formas e ocorre naturalmente nos alimentos. Ele e o sal são encontrados naturalmente no leite, carnes e certos vegetais. Também é adicionado a alimentos como pães, cereais e alimentos industrializados, como enlatados e congelados. Outros compostos contendo sódio, como conservantes ou flavorizantes, adicionados aos alimentos durante o processamento, preparo ou à mesa podem também contribuir para o conteúdo alto de sódio na dieta. O sódio também faz  parte de outras misturas usadas para dar sabor e preservar alimentos. Você pode fazer algumas mudanças simples para  consumir menos sal, e deste modo prevenir o aumento da pressão arterial:

Quando fizer compras:

  • Compre frutas e vegetais para lanchar ao invés de biscoitos e salgadinhos.
  • Leia o rótulo dos alimentos. Compre alimentos nos quais o rótulo diz “sódio reduzido”, “baixo teor de sódio”, “sem sódio” ou “sem adição de sal”.
  • Evite os alimentos enlatados e processados como salsicha, salame, presunto, sopas enlatadas e picles. Além do sódio, estes alimentos são ricos em aditivos alimentares que dão muito trabalho para o organismo processar.

Quando cozinhar:

  • A cada dia diminua um pouco a quantidade de sal que adiciona à comida. Em breve você se acostumará a ingerir menos sal.
  • Use temperos naturais ao  invés de sal. Tempere sua comida com ervas e temperos como pimenta, menta, cominho ou hortelã. Estes alimentos são potentes antioxidantes que, dentre outras funções, favorecem o processo de vasodilatação, essencial para o controle da pressão arterial.
  • Utilize alho e cebola em pó ao invés de alho e cebola salgados.
  • Evite consumir caldos de carne e afins,  molho shoyu e ketchup que, além de serem ricos em sódio, possuem outros aditivos alimentares que sobrecarregam o metabolismo hepático.