A enxaqueca se caracteriza por uma constelação de sintomas como náuseas, vômito, visão turva, sensação de dormência ou formigamento que normalmente ocorrem em uma das mãos ou braços, ou ao redor da boca, tontura e, claro, dor de cabeça. A origem da palavra já diz tudo: enxaqueca vem do árabe e significa “rachar ao meio”. Este mal não tem cura mas, pode ser controlado e a alimentação é uma grande aliada.
Alguns alimentos podem desencadear crises de enxaqueca por alterarem o calibre dos vasos sanguíneos do cérebro. Dentre eles destacam-se: açúcar, doce, álcool, adoçantes, glutamato monossódico (presente no shoyu e em alguns temperos prontos), nitratos e nitritos (presentes em embutidos como linguiça, salsicha e produtos defumados), cafeína (constituinte do chá preto, chá verde, chá branco, café, chocolates e refrigerantes tipo cola), tiramina (presente em chocolates, vinho tinto, queijos, amendoim, carne defumada e frutas cítricas) e, fenilalanina (presente no aspartame, em alguns alimentos industrializados e em bebidas tipo cola)
Para diminuir a possibilidade de crises de enxaqueca a dieta deverá ser fracionada com intervalos máximos de três horas entre uma refeição e outra. A alimentação diária deverá conter magnésio, presente nos vegetais de tons verdes escuros e cereais integrais; ômega 03, presente em peixes como sardinha e atum e na linhaça; triptofano, encontrado em alimentos como banana, nozes, aipo e feijão e; anti-histamínicos, presentes no cravo, orégano, gengibre e canela.
É importante salientar que as respostas metabólicas variam de um indivíduo para o outro e, portanto, não existe uma receita pronta para a relação alimentação x enxaqueca. Deve-se identificar os alimentos capazes de aumentar a frequência das dores, e eliminar os suspeitos, que poderão ser reintroduzidos cautelosamente para que sejam identificados os causadores dos sintomas.
