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Alimentação e enxaqueca: existe relação?

5 de maio de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

A enxaqueca se caracteriza por uma constelação de sintomas como náuseas, vômito, visão turva, sensação de dormência ou formigamento que normalmente ocorrem em uma das mãos ou braços, ou ao redor da boca, tontura e, claro, dor de cabeça. A origem da palavra já diz tudo: enxaqueca vem do árabe e significa “rachar ao meio”. Este mal não tem cura mas, pode ser controlado e a alimentação é uma grande aliada.

Alguns alimentos podem desencadear crises de enxaqueca por alterarem o calibre dos vasos sanguíneos do cérebro. Dentre eles destacam-se: açúcar, doce, álcool, adoçantes, glutamato monossódico (presente no shoyu e em alguns temperos prontos), nitratos e nitritos (presentes em embutidos como linguiça, salsicha e produtos defumados), cafeína (constituinte do chá preto, chá verde, chá branco, café, chocolates e refrigerantes tipo cola), tiramina (presente em chocolates, vinho tinto, queijos, amendoim, carne defumada e frutas cítricas) e, fenilalanina (presente no aspartame, em alguns alimentos industrializados e em bebidas tipo cola)

Para diminuir a possibilidade de crises de enxaqueca a dieta deverá ser fracionada com intervalos máximos de três horas entre uma refeição e outra. A alimentação diária deverá conter magnésio, presente nos vegetais de tons verdes escuros e cereais integrais; ômega 03, presente em peixes como sardinha e atum e na linhaça; triptofano, encontrado em alimentos como banana, nozes,  aipo e  feijão e; anti-histamínicos, presentes no cravo, orégano, gengibre e canela.

É importante salientar que as respostas metabólicas variam de um indivíduo para o outro e, portanto, não existe uma receita pronta para a relação alimentação x enxaqueca. Deve-se identificar os alimentos capazes de aumentar a frequência das dores, e eliminar os suspeitos, que poderão ser reintroduzidos cautelosamente para que sejam identificados os causadores dos sintomas.

Fígado e intestino: dupla infalível para a boa saúde!

3 de maio de 2010

Independente do objetivo que o indivíduo tenha com a sua nutrição: seja ganho de peso, perda de gordura, tratamento de doenças crônicas, enfim: se fígado e intestino não estiverem em pleno funcionamento, o resultado com o tratamento nutricional se torna ineficiente. Em outrora falamos sobre a importância do funcionamento. Agora, chamaremos atenção para o funcionamento hepático.

O nosso organismo, para ter todas as suas funções realizadas adequadamente, desde a produção de um neutrotransmissor até a formação de massa muscular, isto é,  para qualquer atividade  a presença de nutrientes ou substâncias bioativas sempre será solicitada. Portanto, tudo que entrar no nosso organismo que não for nutriente ou substância bioativa, precisa ser excretado. Ou seja: aditivos alimentares como os conservantes, corantes, adoçantes sintéticos, acidulantes; metais tóxicos presentes em fumaças de carros; plástico, presente nas embalagens de alimentos; medicamentos, todos eles precisam ser excretados. Não possuem função nutricional!

Se não conseguirmos excretar essas substâncias estranhas elas acabam sendo armazenadas no tecido adiposo e, o pior: essas toxinas armazenadas ativam respostas metabólicas que favorecem a desenvolvimento do próprio tecido gorduroso como também uma atividade inflamatória intensa que muitas vezes favorece a instalação de diversas doenças como câncer, diabetes, hipertensão, entre outras.

Portanto, para um processo de destoxificação eficiente, é necessário ofertar ao organismo quantidade adequada de micronutrientes (vitaminas e minerais), substâncias bioativas (principalmente os glicosinolatos e isotiocianatos presentes nos alimentos funcionais como os vegetais de tom verde escuro, rabanete, repolho e couve-flor) e aminoácidos, constituintes básicos de proteínas. Depois de destoxificadas essas substâncias são excretadas principalmente via renal. Logo, é essencial um consumo adequado de água. Mulheres adultas devem ingerir uma média diária de 2,7 L de água enquanto homens adultos, 3,7 L, ou seja, aquele paradigma de que um adulto deve consumir apenas 2,0 L de água ficou para trás há muito tempo.

Vale ressaltar que o processo de destoxificação não ocorre apenas no fígado. É fato que esse é o principal órgão relacionado a este processo (60% da destoxificação), mas, no intestino este processo também ocorre e é dependente da microbiota saudável. Logo, para  se diminuir a deposição de toxinas no organismo é essencial fígado e intestino muito bem funcionantes: afinal, são uma dupla infalível para a boa saúde!

Alimentos que devem fazer parte da dieta diariamente

26 de abril de 2010

A dieta adequada deve se basear nas leis da alimentação propostas por Escudero, em 1937. São elas: qualidade, quantidade, harmonia e adequação.  A alimentação deve ser equilibrada, quantitativamente suficiente, qualitativamente completa, harmoniosa nos seus componentes e adequada à sua finalidade e ao organismo que se destina.

Portanto, é impossível realizar a prescrição de dietas e cardápios que realmente atendam as necessidades individuais se o profissional não conhece seu público. Logo, devemos ter muito cuidado com dietas de revistas, sites e afins… planos alimentares que são divulgados por aí, que prometem mundos e fundos sem considerar a individualidade bioquímica. Ao mesmo tempo que um indivíduo pode ter sucesso momentâneo com alguma dessas propostas, outros podem exacerbar ainda mais falhas nutricionais em seu organismo  e,  favorecer o desenvolvimento de patologias.

Como é tecnicamente impossível darmos fórmulas mágicas, seguem algumas dicas de alimentos que devem constar na nossa dieta diariamente. Estes alimentos possuem caráter anti-inflamatório e assim, favorecem o bom funcionamento do organismo:

  • Vegetais como agrião, brócolis, couve-chinesa, couve-de-bruxelas, couve-manteiga, couve-flor, nabo, rabanete, rábano, repolho rúcula, mostarda são ricos em glicosinolatos e isotiocinatos que auxiliam no funcionamento do fígado, na excreção de toxinas e diminuem a inflamação, facilitando, por exemplo, a perda de peso.
  • O arroz integral é rico em orizanol, que promove aumento da vascularização capilar: diminui a deposição de toxinas no organismo.
  • Azeite de oliva extra virgem, óleo de macadâmia e oleaginosas (castanha-do-brasil, castanha de caju, amêndoas, pistache, avelã, nozes) são ricos em ômega 3, ômega 7 e ômega 9, responsáveis por diminuir a inflamação e a formação de radicais livres, previnem, portanto, envelhecimento precoce, câncer e doenças do coração. Uma boa dica é acrescentar ramos de alecrim ao azeite extra-virgem, potencializando o efeito antioxidante de ambos. Outra dica é fazer um mix de óleos como por exemplo, 1/3 de óleo de canola, 1/3 de azeite extra-virgem e 1/3 de óleo de macadâmia. Assim garantimos a presença de todos os ômegas e suas propriedades importantes para o organismo ao temperar nossa salada.
  • Ervas e temperos como o açafrão, alecrim, gengibre, pimenta, tomilho, canela, orégano, hortelã, salsinha e manjericão têm um potencial antioxidante bastante importante. Uma colher de chá de orégano fresco, por exemplo, tem potencial antioxidante de 42 maçãs, que também é um importante alimento com esta função. Além disso, as ervas diminuem a inflamação no organismo e têm propriedades antifúngicas e antibacterianas
  • Hortaliças e frutas amarelas, verdes e laranjas são ricas em carotenóides e, as vermelhas são ricas em licopeno. Todas essas sbustâncias também são antioxidantes.
  • A maioria das frutas e vegetais são fontes de vitamina C, a qual terá função antioxidante assim como a vitamina E (presente nas oleaginosas e óleos vegetais), além de fortalecer o sistema imunitário.
  • A aveia é rica em beta-glucana, que diminui o colesterol. É fonte também de avenatramida que, além de ser anti-inflamatória tem potencial antioxidante. Os indivíduos que são sensíveis ao glúten devem evitar o consumo deste alimento.
  • A linhaça é rica em ômega 3 e lignanas, que auxiliam na manutenção da saúde óssea e na saúde cardiovascular. Deve-se preferir o consumo da farinha de linhaça. É preferível comprar o grão da linhaça, aquecê-lo em forno durante  3 a 4 minutos para exclusão de seus fatores antinutricionais e, nomento de usá-la, triturá-la. A linhaça, depois deste processo, pode ser armazenada por até 280 dias, em vidro âmbar.

Para se ter o efeito modulador dos alimentos funcionais, é importante que  pelo menos um deles esteja presente em todas as refeições. E, para este efeito positivo, é essencial que os intervalos entre as refeições sejam de, no máximo, três horas.  E, aproveitem a dica: essa é uma das poucas “fórmulas mágicas” que podemos oferecer…