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Propriedades nutricionais da lichia

26 de dezembro de 2010

Fonte: www.gettyimages.com.br

Os relatos de cultivo da lichia (Litchi chinensis Sonn) datam de 1500 aC. Foi inicialmente feito pelo povo de ascendência malaia e, atualmente, China, Índia, África do Sul, Austrália, Ilhas Maurício, Madagascar e Tailândia são os principais países produtores mundiais. É cultivada também na América Central e América do Sul. No Brasil, a colheita dos frutos ocorre entre novembro e janeiro.

A polpa, gelatinosa, translúcida e sucosa é utilizada fresca, enlatada, desidratada ou processada em sucos, vinhos, picles, compotas, sorvetes e iogurtes e sucos.

Quanto a composição nutricional, 100g de polpa possui, em média, 65 kcal, sendo aproximadamente 1,0g de proteína, 0,1g de lipídeo e 15g de carboidratos. Apresenta vitaminas do complexo B, além de ser fonte de eletrólitos, principalmente, sódio, potássio, cálcio e fósforo. Possui, também, considerável quantidade de cobre.

As características antioxidantes da fruta se sobressaem: é excelente fonte de vitamina C, sendo que suas concentrações são influenciadas pela disponibilidade de luz: dias mais longos e intensidades maiores de luz  influenciam beneficamente as concentrações de ácido ascórbico.

É também fonte de substâncias bioativas antioxidantes: substâncias fenólicas, representadas pelas antocianinas (cianidina-3-rutinosídeo, cianidina-3-glicosídeo, quercetina-3-rutinosídeo e quercetina-3-glicosídeo), flavonóides (procianidina B4, procianidina B2 e epicatequina) e taninos condensados (proantocianidinas poliméricas).

As antocianinas, responsáveis pela coloração avermelhada do fruto, quando oxidadas, especialmente por processo enzimático, dão uma característica escurecida ao pericarpo, comprometendo o valor comercial da lichia.

Aproveite  que estamos na época da lichia e inclua essa saborosa fruta, rica em propriedades antixiodantes,  ao seu cardápio!

An apple a day keep the doctor away

15 de julho de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

ou seja, uma maçã por dia mantem afastado o médico: as propriedades nutricionais da maçã, nas mais de 7500 variedades, são tantas que este é um ditado corrente nos EUA.

Assim como a banana, a maçã, que é um pseudofruto, é prática e acessível, representando uma das fontes mais relevantes de polifenois nas dietas ocidentais. Graças ao elevado teor destes fitoquímicos com alta capacidade antioxidante, diversas pesquisas demontram a ação da maçã na prevenção de doenças crônico não transmissíveis, como o câncer, o diabetes tipo II e as doenças cardiovasculares. Especula-se que, além da ação dos polifenois, seu efeito antioxidante seja decorrente do efeito metabólico da frutose no urato, que intensifica sua ação na anti-oxidação. Estudos epidemilógicos também mostram correlação inversa entre o consumo de maçã e a incidência de asma.

A média de energia fornecida por 100g deste pseudofruto é de 60 kcal, sendo o carboidrato o principal macronutriente (cerca de 15g/100g de maçã). Em 100g de maçã tem-se um média de 1,5g de fibras, sendo a mais importante, a pectina, importante para o desenvolvimento da microbiota intestinal, sensação de saciedade e controle do colesterol. A maior concentração dessa fibra se dá em sua casca.

A maçã possui em sua composição ácido fosfórico, substância importante para o funcionamento cerebral: não é a toa que ela sempre foi a escolhida pelos alunos para presentear os seus mestres! Ela também age sobre o trato vocal, boca e faringe, favorecendo uma voz com melhor ressonância.

É, ainda, fonte de ácido málico, que tem ação destoxificante importante no organismo. Quanto mais ácida a maçã, maior a concentração de ácido málico e, portanto, maior é o estímulo à secreção ácida. Logo, é possível que, quando consumida isoladamente, ao invés de saciar, a fome pode aumentar: se você já teve essa sensação, evite consumi-la isoladamente. Sempre associe com outros alimentos, especialmente os fontes de fibras como a linhaça e a quinoa. Afinal, vale a pena incluí-la na dieta: “an apple a day keep the doctor away”!