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Zinco, SOD e atividade física

11 de setembro de 2010

Fonte:www.gettyimages.com.br

A atividade física implica no aumento do consumo de oxigênio e, portanto num maior influxo de elétrons na cadeia respiratória. Com isso, espécies reativas de oxigênio (EROs) são formadas em maior quantidade, demandando mais do sistema antioxidante, inclusive do enzimático que, dentre outros minerais, é dependente de zinco, cofator da enzima se superóxido dismutase (SOD).

A SOD é um potente estabilizador das membranas celulares, de proteínas estruturais e de sinalização celular. A sua expressão pode ser modulada pela atividade física, já que essa é a principal enzima envolvida na defesa antioxidante no músculo esquelético.

O exercício tem grande efeito sobre o metabolismo de zinco, por meio da mobilização dos estoques corporais e da excreção aumentada deste mineral. O papel do zinco nos mecanismos de proteção antioxidante associados à intensa atividade física pode ficar limitado em virtude da sua baixa ingestão, prejudicando a performance. A ingestão marginal ou deficiente desse mineral na dieta é mais frequente em atletas do gênero feminino do que masculino, pois o consumo de energia é usualmente menor em mulheres, assim como a restrição voluntária de ingestão de energia.

O zinco, além de cofator da SOD, está envolvido na produção do óxido nítrico, de ácido clorídrico, na estabilização das proteínas, na função imunitária, na metilação do DNA, na conversão de betacaroteno à vitamina A e na forma ativa do folato, além de ser cofator de mais de trezentas enzimas. Portanto, a deficiência de zinco não só afeta a percepção de esforço do atleta mas, também gera uma série de desequilíbrios orgânicos que implicam numa diminuição de qualidade de vida.

As melhores fontes de zinco são carnes, peixes, aves, ostras, nozes e cereais integrais. A média de consumo diária recomendada para mulheres adultas é de 8mg e para homens, 11mg. Segundo a ANVISA, o limite máximo tolerável para suplementação diária de zinco é de 30mg. Além do zinco, já existe disponível para suplementação a SOD. Vale ressaltar que SOD sem zinco, não trabalha!

O que é estresse oxidativo?

26 de agosto de 2010

O estresse oxidativo pode ser definido como o desequilíbrio entre a formação e remoção de agentes oxidantes no organismo, decorrente da geração excessiva de espécies reativas de oxigênio (EROs) e/ou diminuição de antioxidantes endógenos.

Os radicais livres, como o ânion superóxido, hidroxila, alcoxila, peroxila, hidroperoxila, são quaisquer espécies químicas que contenham um ou mais elétrons não emparelhados em seu orbital eletrônico mais externo, ao passo que as EROs são quaisquer espécies oxidantes altamente reativas, inclusive os radicais livres.  Exemplos de EROs não radicalares são o peróxido de hidrogênio, ácido hipocloroso, ozônio, oxigênio singlet e peróxidos lipídicos: todos capazes de induzir a produção de radicais livres no nosso organismo.

As EROs são formadas em diversas situações no organismo como, por exemplo, na síntese de ácidos nucléicos, na destoxificação de xenobióticos, na atividade de células do sistema imunitário, como resposta do processo inflamatório e, na transdução de sinais celulares. Mas, o mecanismo mais relevante da produção das EROs é o nosso metabolismo energético, a nossa respiração, ou seja, essas substâncias são inerentes à vida.

O estresse emocional, a elevada ingestão de ácidos graxos trans, a contaminação por metais pesados, o alto consumo de bebidas alcoólicas, a prática desregrada de atividade física, o consumo exagerado de medicamentos e a exposição a poluentes e toxinas ambientais são fatores determinantes para o aumento da produção de EROs.

O excesso de EROs  proporciona diversos prejuízos no organismo, desde envelhecimento a patologias crônico não transmssíveis, além de doenças auto-imunes. Essas substâncias reagem com nossas estruturas celulares, danificando-as: comprometem nosso equilíbrio orgânico e favorecem o aparecimento das doenças.

Portanto, devemos garantir que nosso organismo elimine o excesso dessas substâncias deletérias e para isso, contamos com um sistema antioxidante. E, para este sistema ser eficiente, dependemos de diversos nutrientes e substâncias bioativas, dentre os quais se destacam vitamina E, vitamina C, ácido lipoico, coenzima Q10, beta caroteno, zinco, selênio, cobre, ferro, manganês e flavonóides. Mais uma vez, todos devem estar em equilíbrio! O excesso de ferro, vitamina E e cobre, por exemplo, ao invés de favorecer uma defesa antioxidante eficiente, favorecem o aumento de EROs!